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Mato Grosso caminha para 2º turno pela primeira vez na história

Duas candidaturas fortes no campo político ideológico da direita no Mato Grosso têm o potencial de culminar em uma situação inédita no estado do Centro-Oeste: PL e Republicanos devem disputar um inédito segundo turno para decidir quem assume o comando do Palácio Paiaguás, sede do governo estadual, a partir do ano que vem. Ao menos, é o que indicam até aqui as sondagens de intenção de voto mais recentes divulgadas por diferentes institutos de pesquisa.

No Mato Grosso, desde a redemocratização do país e a instituição do segundo turno para governador, em 1988, nunca houve uma segunda etapa na disputa pelo governo do estado. O segundo turno ocorre quando não há maioria absoluta de votos para um candidato.

Neste ano, esse histórico pode ser diferente no Mato Grosso, estado que tem um cenário eleitoral dominado por candidatos de direita e centro-direita, sem espaço para a esquerda. De acordo com a última rodada da sondagem de intenções de voto para governador do Mato Grosso do instituto Quaest, Wellington Fagundes (PL) e Otaviano Pivetta (Republicanos) empatam tecnicamente dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais, com 27% e 23% no cenário estimulado de primeiro turno, respectivamente. 

Pivetta é o governador e foi vice de Mauro Mendes (União Brasil), que deixou o comando do Executivo estadual para disputar o Senado. A candidata Doutora Natasha (PSD) aparece na terceira colocação, até aqui distante dos concorrentes, somando 8% das intenções de voto.