
No primeiro vídeo publicado nas redes sociais após o ministro Dias Toffoli liberar os perfis da campanha, o candidato a Presidência pelo Missão, Renan Santos, afirmou que recebeu conselhos de empresários e políticos mais experientes para evitar um confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o candidato, os aliados recomendaram que ele aceitasse as determinações de Toffoli e concentrasse a reação na defesa jurídica. “Todos eles me disseram: Renan se acalme, não fale besteiras. Não arrume briga com a Suprema Corte. Não vale a pena perder seus direitos políticos em uma ação claramente ilegal do senhor Toffoli. Trabalhe apenas com seus advogados, mostre que é um estadista, ceda”.
Renan afirmou, porém, que decidiu seguir outro caminho. “Nós dobramos a aposta. Convocamos uma coletiva e mostramos a participação de Dias Toffoli no escândalo do Banco Master. O ministro também dobrou a aposta. Disse que não remeteria ao plenário, fazendo com que eu ficasse sem redes por bastante tempo. Mas eu não cedi”, declarou.
Renan diz que ignorou restrições e manteve campanha nas redes
No domingo (30), Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral da chapa do Missão em contas que a campanha não havia informado à Justiça Eleitoral dentro do prazo. Inicialmente, a candidatura havia registrado dois perfis. Doze dias depois, comunicou outros 16 canais utilizados durante a campanha.
A decisão também restringiu a participação de Renan em debates e sabatinas e impediu o acesso da campanha aos recursos do Fundo Eleitoral. Na terça-feira (1º), porém, Toffoli suspendeu as restrições depois que a campanha apresentou as informações solicitadas sobre as contas, incluindo dados sobre a criação e a utilização dos perfis.
Após a liberação, Renan voltou a criticar a decisão e afirmou que não havia seguido as determinações impostas pelo ministro durante o período de restrição. O candidato disse que continuou publicando vídeos nas redes sociais e que seus apoiadores mantiveram a divulgação de conteúdo relacionado à campanha.
“Cedi, pedi desculpas? Nada disso. Convoquei uma coletiva de imprensa e disse que sequer reconheço Dias Toffoli como ministro do STF”, afirmou.
Renan diz que reação a decisões ilegais pode evitar benefício a Vorcaro
Renan também relacionou sua reação ao caso do Banco Master e de Daniel Vorcaro. O candidato afirmou que a falta de reação a decisões que considera ilegais poderia abrir caminho para uma futura decisão favorável ao empresário.
“Se não fizermos nada, haverá uma decisão ilegal para soltar Vorcaro ano que vem e esse homem que comprou toda a República, que é parceiro de Dias Toffoli, vai continuar usando suas chantagens para mandar no Brasil”, declarou.
Ao final do vídeo, Renan convocou seus apoiadores a adotarem uma postura semelhante diante das decisões que considerarem ilegais.
“Eu me rebelei contra o sistema e venci e convoco você brasileiro a fazer a mesma coisa”, disse.
Fonte: Gazeta do Povo








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