A Nvidia e a Microsoft deram mais detalhes nesta semana sobre o plano de lançamento dos primeiros computadores equipados com o superchip com tecnologia de inteligência artificial RTX Spark.
Lenovo e Acer, informou a Nvidia na quinta-feira (3), lançarão os primeiros PCs Windows turbinados com o chip em outubro, se juntando a uma crescente lista de fabricantes de computadores que estão apostando na tecnologia para ganhar espaço em um mercado apertado.
A ideia é “reinventar o PC” para a era da IA. O RTX Spark, revelado em junho, não é um processador comum, mas, segundo as empresas, de um chip capaz de transformar um computador em um assistente pessoal.
Desenvolvido em parceria com a taiwanesa MediaTek, o RTX Spark tem um processador central de alto desempenho Grace de 20 núcleos e um processador gráfico Blackwell, duas tecnologias desenvolvidas pela fabricante de chips de inteligência artificial. Eles são eficientes no consumo de energia e de alto desempenho, projetados para terem uma taxa de processamento alta sem gastar tanta energia quanto os concorrentes tradicionais.
Nos PCs, os chips vêm associados a máquinas de até 128 GB de memória RAM, em uma configuração que permite processar grandes modelos de linguagem.
O RTX Spark, segundo a Nvidia, foi feito para atrair pessoas que desenvolvem sistemas de IA, jogam videogames e criam gráficos computacionais. Entre as capacidades mencionadas, estão a de renderização de cenas 3D ultragrandes de mais de 90 GB, edição de vídeos em 12K, geração de vídeos de IA em 4K, entre outros.
Com sua investida no mercado de laptops, a Nvidia pretende desafiar rivais como Apple, Intel e AMD no domínio do mercado de PCs, embora os novos aparelhos possam ter um preço elevado.
O banco Morgan Stanley estima que os preços comecem em US$ 1.800 (R$ 9.000), considerando configurações de entrada com o chip básico N1, de 12 núcleos de CPU e 16 GB de memória. As mais avançadas, com chip N1X, 20 núcleos e mais memória, poderão ter um preço inicial de US$ 2.899 (R$ 15 mil).
Ian Cutress, consultor de semicondutores da More Than Moore, estimou ao Financial Times que os computadores custariam entre US$ 3.000 e US$ 4.000 (R$ 15,3 mil e R$ 20,5 mil).
“Isso faz dele um produto de nicho”, disse ele. “Mesmo entre os desenvolvedores de IA, essa faixa de preço compete diretamente com os MacBooks de última geração da Apple, que já têm forte presença no desenvolvimento de software e em fluxos de trabalho de IA locais.”
A Nvidia agora é a mais recente empresa de tecnologia a buscar reinventar o computador para a era da IA. A Microsoft e a Qualcomm se uniram há dois anos para lançar o PC Copilot+, que, segundo elas, facilitaria a busca de documentos e a edição de fotos. Mas esses computadores têm tido dificuldades para ganhar popularidade.
No mês passado, a Apple também atualizou seus desktops Mac mini e Mac Studio com seus mais recentes chips da série M, afirmando que os sistemas podem executar localmente modelos de IA maiores e agentes de IA autônomos.
Autor: Folha








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