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Renan Santos alerta sobre Previdência e propõe nova reforma nas contas

O candidato à Presidência Renan Santos defende a necessidade urgente de uma nova reforma da Previdência para garantir o pagamento de aposentadorias no futuro. Embora especialistas questionem o prazo de três anos para um colapso total, os dados do Tesouro Nacional revelam um cenário preocupante: em 2025, os gastos previdenciários atingiram a marca histórica de 1,03 trilhão de reais.

Quais são os principais motivos para o crescimento do rombo previdenciário?

O desequilíbrio nas contas acontece por uma combinação de fatores demográficos e estruturais. A população brasileira está vivendo mais e tendo menos filhos, o que reduz o número de trabalhadores contribuindo e aumenta o tempo de pagamento dos benefícios. Além disso, existem distorções graves, como no setor rural, onde a arrecadação cobre apenas uma fração mínima do que é pago. A política de valorização do salário mínimo também impacta diretamente as contas, pois a maioria das aposentadorias é vinculada ao piso nacional, que tem subido acima da inflação nos últimos anos.

O que propõe o novo modelo de reforma desenhado por economistas?

Uma das propostas mais robustas, apoiada por nomes como Paulo Tafner e Armínio Fraga, sugere elevar a idade mínima de aposentadoria para 67 anos para ambos os sexos. O plano inclui um bônus de tempo de contribuição para mães e a unificação da carência em 20 anos. O ponto central é a transição para um modelo misto: jovens de até 24 anos teriam parte de sua contribuição destinada a contas individuais, o chamado regime de capitalização, enquanto a outra metade continuaria financiando quem já está aposentado, visando estabilizar os gastos em 10% do PIB até o fim do século.

Como a demografia impacta diretamente o bolso do cidadão e do governo?

O Brasil está envelhecendo em uma velocidade superior à capacidade de planejamento do Orçamento. Em 2000, a expectativa de vida era de 71 anos; hoje, já passa dos 76 e deve superar os 81 anos em 2050. Com as pessoas vivendo mais, o governo precisa pagar aposentadorias por períodos muito mais longos — a média subiu de 16 para 18 anos em pouco tempo. Como a base de contribuintes está estagnada, o governo precisa emitir dívida pública para cobrir a diferença, o que acaba elevando os juros e retirando dinheiro que poderia ser investido em áreas como infraestrutura.