quinta-feira, setembro 17, 2026
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A educação clássica pode recuperar o que as universidades perderam: a lição dos EUA

As universidades de hoje são cada vez mais autodestrutivas, empenhadas não apenas em desconstruir o cânone ocidental em sala de aula, mas também em dissolver a própria nação americana. Os reformadores conservadores não se contentam em retroceder aos anos 2010 — ou mesmo aos anos 1950. A tradição da educação clássica que formou os Fundadores americanos foi repudiada há muito tempo. Mas há esperança de que ela possa ser restaurada e, com ela, a república constitucional.

Como argumentamos em um novo relatório, as escolas progressistas e o Estado administrativo têm trabalhado em conjunto desde a Era Progressista para remodelar os Estados Unidos. Os reformadores educacionais progressistas seguiram o plano elaborado por seu idealizador, John Dewey, que esperava desvincular a educação do passado para formar disciplinas adequadas ao domínio burocrático.

Os americanos estão agora despertando para o radicalismo de ambos os projetos e reagindo à conquista administrativa na política, ao mesmo tempo que revivem a educação clássica (não progressista) nas escolas.

Tanto os Fundadores quanto os progressistas reconheciam a importância política e civilizacional da educação. Concordavam que certos tipos de ensino preparavam os alunos para serem cidadãos de uma república, enquanto outros os inclinavam a serem membros de um Estado centralizado, governado por administradores experientes; discordavam sobre qual objetivo era desejável e, portanto, qual sistema educacional deveria ser preferido.