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Parar de fumar após câncer de pulmão reduz risco de morte – 25/09/2026 – Equilíbrio e Saúde

Parar de fumar após receber o diagnóstico de câncer de pulmão reduz em até 55% o risco de morte e de progressão do câncer. A interrupção é benéfica inclusive em estágios avançados da doença e para fumantes inveterados, mostra um estudo.

Parar de fumar após o diagnóstico de câncer “pode melhorar consideravelmente a sobrevida” do paciente e “reduzir o risco de progressão da doença”, segundo um relatório do Centro Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (CIRC), que reúne os dados científicos mais recentes e foi apresentado nesta sexta-feira (25) durante o Congresso Mundial do Câncer, realizado em Hong Kong.

“Nunca é tarde demais para parar de fumar. Mesmo após o diagnóstico de um câncer avançado, a interrupção pode trazer benefícios clínicos significativos”, avalia Mahdi Sheikh, principal autor do relatório, citado em um comunicado do CIRC, que faz parte da OMS (Organização Mundial da Saúde).

O risco de morte e de progressão da doença diminui “em até 55%” em comparação com o de pacientes que continuaram fumando, segundo demonstrou o acompanhamento, por mais de dez anos, de pacientes com câncer de pulmão ou de rim que fumavam no momento do diagnóstico. Os estudos foram conduzidos pelo CIRC em colaboração com o Centro Nacional de Pesquisa Médica em Oncologia N.N. Blokhin, de Moscou.

Assim, os pacientes que pararam de fumar após o diagnóstico de câncer apresentaram “uma sobrevida livre de progressão cerca de dois anos maior” do que aqueles que continuaram fumando. Um benefício significativo foi observado inclusive entre pacientes com câncer em estágio avançado ou com um longo histórico de tabagismo.

Esses benefícios foram observados em uma “ampla variedade de cânceres”, tanto nos “fortemente relacionados ao tabagismo“, como o câncer de pulmão, quanto nos menos associados ao tabaco, como o câncer de rim, segundo os estudos.

No entanto, atualmente, “muitos pacientes que fumavam no momento do diagnóstico continuam fumando durante todo o tratamento”, porque persiste a ideia equivocada de que, “uma vez diagnosticado o câncer, os danos já seriam irreversíveis”, ressalta o CIRC.

Por isso, “os governos deveriam destinar recursos permanentes” para a cessação do tabagismo nos serviços de oncologia e “garantir o acesso a tratamentos farmacológicos gratuitos ou subsidiados para parar de fumar”, afirma o CIRC.

Além disso, o tratamento da dependência do tabaco deve ser incorporado às diretrizes nacionais de oncologia, e os oncologistas devem receber capacitação para auxiliar os pacientes a parar de fumar, destaca o relatório.

O câncer de pulmão causa 1,9 milhão de mortes no mundo, segundo a OMS.

Autor: Folha

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