
O bispo Robert Barron, de Winona-Rochester, em Minnesota, argumentou que a teologia católica é profundamente compatível com a fundação dos Estados Unidos, enquanto o país marca seu 250º aniversário. O evangelista e fundador do Word on Fire Ministries proferiu o discurso principal no evento “America at 250” na Embaixada dos EUA junto à Santa Sé, em Roma, no dia 30 de setembro. A embaixada patrocinou o evento, e o embaixador dos EUA junto à Santa Sé, Brian Burch, esteve presente.
Em seu discurso, Barron elogiou a relação entre a Igreja Católica e os EUA, ao mesmo tempo em que reconheceu momentos tensos em sua história compartilhada. “Falo com vocês hoje tanto como um americano orgulhoso quanto como um bispo orgulhoso da Igreja Católica”, disse Barron. “Estou com aqueles que não veem tensão essencial ou fundamental entre essas duas identidades. É certo que o catolicismo e a América tiveram uma relação um tanto contconturbada ao longo dos últimos dois séculos e meio, e sua relação tem sido interpretada de várias maneiras.”
Burch, falando à EWTN News à margem do evento, descreveu essa tensão como indicativa de um momento único na história dos EUA, particularmente com o primeiro papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV. “Você tem essa confluência extraordinária de circunstâncias em que você tem um papa americano, e você tem um presidente e uma administração repleta de muitos católicos”, disse Burch. “O próprio experimento americano tem muito em comum com o ensinamento e a doutrina social da Igreja.”
Barron disse que os fundadores dos EUA se basearam em uma mistura de fontes e que suas ideias não devem ser reduzidas apenas à filosofia secular moderna. São João Paulo II explicou os direitos de forma diferente, disse ele. “Durante sua primeira viagem aos EUA como papa em 1979, João Paulo elogiou nosso país por seus compromissos com os direitos humanos, definidos de maneira teológica em vez de hobbesiana”, disse Barron. “Em vez de fundamentar os direitos no desejo individual, João Paulo II os fundamenta na dignidade humana.”
Falando à EWTN News à margem do evento, Barron também descreveu seu envolvimento com a Comissão dos EUA sobre Liberdade Religiosa Internacional, que tem a tarefa de defender a liberdade religiosa, como bispo católico. “Bem, acabei de começar nessa comissão. Passei um ano na comissão nacional que o presidente Trump estabeleceu, mas esta foi estabelecida pelo Congresso há muitos anos. Acabamos de ter nossas primeiras reuniões por Zoom porque eu estava aqui em Roma”, explicou Barron. “É um grupo de vigilância para ficar de olho nas violações da liberdade religiosa.”
Barron ordenará 18 diáconos para o Pontifício Colégio Norte-Americano na Basílica de São Pedro em 1º de outubro.
©2026 Catholic News Agency. Publicado com permissão. Original em inglês: Bishop Barron in Rome: Despite tension, Catholicism is deeply aligned with American ideals
Autor: Gazeta do Povo








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