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IA: Coreia do Sul confirma invasão a sete bancos – 06/10/2026 – IA


Seul

|Financial Times
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, afirmou nesta terça-feira (6) que há indícios de que modelos de IA foram usados em ataques cibernéticos contra bancos, em meio à crescente preocupação com uma onda de incidentes nas últimas semanas.

Myung afirmou que as invasões expuseram dados de usuários em sete instituições financeiras e que havia evidências do uso de IA em alguns casos, “causando considerável preocupação e ansiedade na população”. A Comissão de Serviços Financeiros diz que mais de 68 mil pessoas foram afetadas.

Os hackers parecem ter visado sistemas menos seguros usados por terceiros, e não as principais redes de pagamentos dos bancos. Em um dos casos, um invasor burlou verificações de identidade em um portal no qual correspondentes de crédito acompanhavam as solicitações dos clientes, expondo os dados de cerca de 25 mil clientes do Shinhan Bank.

Fachada azul com logo branco do Shinhan Bank em prédio comercial. Vegetação aparece à esquerda da imagem.

Fachada de unidade do Shinhan Bank, na Coreia do Sul

–
Divulgação

A polícia abriu uma investigação completa sobre os ataques, segundo a agência de notícias Yonhap.

Não houve relatos de valores roubados, mas uma autoridade a par da situação relatou que a IA generativa foi usada para identificar vulnerabilidades e lançar um ataque.

Na última sexta-feira (2), Moon Jong-hyun, diretor do Genians Security Center, disse que as evidências indicavam que o Artex —uma ferramenta de código aberto e em língua chinesa que usa IA para localizar e testar vulnerabilidades em sistemas computacionais— havia sido utilizado em alguns dos ataques.

Em uma publicação no LinkedIn, ele comparou o Artex a uma faca de cozinha, que poderia tanto ser usada por um chef quanto empunhada “como arma por um criminoso”.

Além do caso do Shinhan, cerca de 40 mil clientes do Yegaram Savings Bank e 2.200 clientes corporativos do Welcome Savings Bank tiveram seus dados expostos.

Violações menores afetaram o KB Kookmin Bank e o Hana Bank, enquanto o BNK Busan Bank e a Hyundai Capital relataram vazamentos envolvendo prestadores de serviços ou correspondentes de crédito. O uso de endereços IP idênticos ou semelhantes sugere que um único invasor pode ter sido responsável por pelo menos parte dos ataques.

Em uma reunião de emergência no domingo, o presidente da Comissão de Serviços Financeiros, Lee Eog-weon, pediu “o mais alto nível de vigilância” e afirmou que o setor financeiro deveria desenvolver sistemas capazes de “usar IA para se defender de ataques com IA”.

O Ministério da Ciência e sua agência de segurança cibernética montaram uma operação emergencial de resposta 24 horas e pediram aos provedores de nuvem que bloqueassem atividades provenientes de endereços IP suspeitos no exterior.

No ano passado, a Anthropic afirmou que hackers supostamente apoiados pelo Estado chinês usaram o Claude Code para atacar cerca de 30 organizações em todo o mundo, incluindo instituições financeiras. Em fevereiro deste ano, fraudadores usaram falsificação de identidade com IA para enganar o banco privado italiano Fideuram e desviar 95 milhões de euros (R$ 532,02 milhões).

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A recente onda de ataques possivelmente auxiliados por IA pode intensificar o escrutínio sobre a segurança cibernética na Coreia do Sul, uma questão que já era sensível após uma série de grandes violações.

Ao longo do último ano, incidentes na empresa de comércio eletrônico Coupang e no serviço de streaming TVing afetaram milhões de contas de clientes, enquanto a plataforma financeira LotteCard e o grupo de comunicações KT também sofreram falhas de segurança.

Autor: Folha

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