Após a proibição das bets determinada pelo presidente Lula (PT) e o encerramento do prazo para que os sites saiam do ar, surgiu uma nova plataforma. A “Vorcaro 777” usa tanto o sobrenome quanto a imagem do rosto do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. O domínio foi registrado na terça-feira (6) junto com outro que menciona o ex-banqueiro, o “vorcaro.vip”, também com aparência de casa de apostas.
O “Vorcaro 777” termina com “.com”, ou seja, sem a especificação de país e sem a possibilidade de consulta do proprietário no sistema Registro BR. O endereço está vinculado a 77 domínios. Além do “vorcaro.vip”, há 30 com menção a “bet” e outros 12 que citam “pix”. No bloco, o site melhor ranqueado é o “xgame.io”, registrado em abril.
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A identidade e a localização do operador são desconhecidas. O endereço de IP pertence a uma infraestrutura da Google localizada tecnicamente em Bruxelas, na Bélgica. Já o cadastro público do domínio exibe Buenos Aires no campo de correspondência, mas mantém os demais dados do responsável ocultados. Nenhuma das duas informações permite concluir onde está o controlador do site. Mesmo assim, há nomes apontando para o Brasil, como o “Gaúcha Pix”, o “Floripa Pix” e o “Carioca Games”.
A proibição das bets gerou críticas que alertavam justamente para uma oportunidade à clandestinidade. Entidades liberais e representantes do setor afirmam que a regulamentação já conquistada, com verificação de idade e controles contra o jogo compulsivo, se tornaria impossível em bets que passariam a operar à margem da legislação.
Agora, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade para tentar reverter a medida provisória. O caso está sob relatoria do ministro Luiz Fux, que tem na mesa um pedido para liberar as casas de apostas até que haja mais informações sobre os impactos.
As bets ganharam espaço no país em 2018, com uma mudança do governo de Michel Temer (MDB). Lula chegou a regulamentar o setor, que passou os anos do governo de Jair Bolsonaro (PL) sem normas específicas, mas subiu o tom às vésperas do período eleitoral e decidiu, ao fim, pela medida mais drástica, com um calendário de menos de um mês para que toda a mudança ocorresse e o dinheiro fosse devolvido.
Autor: Gazeta do Povo




















