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Manus arrecada mais de US$ 500 milhões após ter venda para Meta bloqueada pela China – 08/10/2026 – IA


Pequim

|AFP
A startup de inteligência artificial Manus, cuja aquisição pela Meta foi bloqueada pela China, anunciou nesta quinta-feira (8) ter concluído uma rodada de captação que levantou mais de US$ 500 milhões (R$ 2,51 bilhões).

O anúncio ocorre poucas semanas depois de a empresa, desenvolvida na China e sediada em Singapura, informar que havia retomado suas operações independentes após se separar da dona do Facebook, WhatsApp e Instagram.

Mãos seguram smartphone exibindo página inicial do aplicativo Manus, com texto "Leave it to Manus" e botão "Try Manus". Tela mostra vídeo introdutório com homem sentado em sofá.

Aplicativo Manus em celular

–
Adek Berry – 27.abr.26/AFP

A Manus oferece uma ferramenta de agentes de IA capaz de realizar tarefas do mundo real para os usuários —atualmente, um dos segmentos mais aquecidos da tecnologia global, com laboratórios de IA em uma corrida para lançar assistentes pessoais.

A Butterfly Effect, controladora da Manus, afirmou em comunicado que a rodada de financiamento —a primeira desde que seus fundadores e investidores recompraram a empresa da Meta— foi liderada pela Boyu Capital e pela IDG Capital.

Investidores atuais, entre eles Tencent, HSG Capital e ZhenFund, também participaram, segundo a empresa.

A companhia não revelou sua avaliação mais recente, mas reportagens da imprensa indicam que ela pode estar em torno de US$ 4 bilhões (R$ 20,05 bilhões).

Esse valor seria o dobro dos US$ 2 bilhões previstos no acordo de aquisição anunciado pela Manus e pela Meta em dezembro, que seria uma das maiores compras da história da dona do Facebook.

Em abril, o órgão de planejamento econômico da China determinou que o acordo fosse desfeito, em uma medida que, segundo analistas, sinalizou o desejo do país de exercer maior controle sobre tecnologias desenvolvidas internamente.

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Na época, Pequim também teria restringido as viagens ao exterior de dois dos cofundadores da Manus. Em setembro, a empresa de IA informou ter retomado suas operações independentes após desfazer a aquisição pela Meta.

Naquele mês, a empresa lançou uma grande atualização de sua ferramenta de agentes de IA e um novo aplicativo independente chamado Cue.

Semelhante ao Muse, a nova ferramenta de agente pessoal da Meta, que despertou o entusiasmo dos investidores por representar uma oportunidade de gerar receita para além da publicidade, o Cue permite que os usuários criem seus próprios agentes pessoais de IA para tarefas como reservar restaurantes e fazer ligações telefônicas.

A Manus também afirmou estar formando equipes para “desenvolver produtos para o mercado doméstico”.

Os dois cofundadores que, segundo relatos anteriores, haviam sido impedidos de deixar a China foram vistos no recente evento de lançamento de produtos da Manus, realizado em Singapura no mês passado.

Autor: Folha

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