sexta-feira, outubro 30, 2026
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Aliados de Lula rechaçam ajuste fiscal e pedem fim do arcabouço

Integrantes da base governista pressionam Lula (PT) a rejeitar o ajuste fiscal cobrado por economistas e investidores para conter o avanço da dívida pública e recuperar a confiança na economia do país. Em vez de discutir cortes de despesas, aliados do presidente defendem a manutenção dos gastos sociais e chegam a propor a revogação do arcabouço fiscal, principal regra de controle das contas públicas.

Nesta terça-feira (27), o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que um pacote de ajuste nas contas públicas não está em discussão no governo. “Esse assunto não foi discutido, e nem está sendo discutido, muito menos aqui na bancada”, declarou.

A declaração contrariou a sinalização do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que defendia medidas para dar uma resposta ao mercado. Horas depois, Guimarães tentou amenizar a repercussão e afirmou nas redes sociais: “Responsabilidade fiscal e compromisso social caminham como prioridade no governo”.

A divergência ocorre em meio à forte deterioração dos indicadores financeiros após o resultado eleitoral. Na segunda-feira (26), o Ibovespa despencou 13,88%, o dólar chegou a R$ 5,60 e os juros futuros dispararam, com contratos de longo prazo acima de 15% ao ano.