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Senado do Paraguai aprova impeachment de Peña

O Senado do Paraguai aprovou nesta sexta-feira (6), por 44 votos a zero, o impeachment do presidente Santiago Peña, encerrando seu mandato após uma crise política desencadeada pela quebra do Ueno Bank, instituição financeira que mantinha relações com o governo e administrava centenas de milhões de dólares em recursos públicos. O resultado foi unânime entre os senadores que participaram da votação. Dos 45 integrantes da Casa, apenas um esteve ausente.

Com a decisão, Peña se tornou o segundo presidente eleito democraticamente a ser destituído por impeachment no Paraguai desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner, em 1989. O primeiro foi Fernando Lugo, retirado do cargo em junho de 2012. O vice-presidente Pedro Alliana, também do Partido Colorado, assumirá o comando do país para concluir o mandato presidencial, previsto para terminar em 15 de agosto de 2028.

A destituição ocorreu apenas um dia depois de Peña anunciar sua renúncia à Presidência. A saída voluntária, entretanto, não chegou a ser formalizada pelo Congresso, após uma sessão conjunta ser esvaziada por parlamentares governistas e ficar sem quórum.

A oposição insistiu na continuidade do processo de impeachment para impedir que Peña deixasse o cargo com o direito de se tornar senador vitalício, condição prevista na Constituição paraguaia para ex-presidentes eleitos democraticamente. A legislação estabelece que os mandatários condenados em julgamento político não podem receber esse título, que também garante determinadas imunidades parlamentares.