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Sapezal e São Desidério lideram produção agrícola nacional em 2025

O município de Sapezal, no Mato Grosso, alcançou o topo da produção agrícola nacional em 2025, registrando um valor de R$ 8,6 bilhões. Impulsionada pelas safras recordes de algodão e soja, a cidade superou potências como São Desidério, na Bahia, e Sorriso, também em Mato Grosso. Os dados do IBGE revelam um crescimento expressivo de 18,4% no valor da produção agrícola total do país.

Por que o algodão se tornou o principal motor econômico de Sapezal?

O algodão herbáceo é hoje o grande protagonista da economia de Sapezal, representando quase 60% de toda a riqueza gerada pela agricultura no município. Em 2025, essa cultura movimentou sozinha R$ 5,12 bilhões, registrando um crescimento de 42,8% em relação ao período anterior. O grande atrativo para os produtores é a alta rentabilidade: a receita bruta por hectare do algodão chega a ser o dobro da soja e muito superior à do milho. Esse retorno financeiro robusto tem atraído não apenas grandes grupos pioneiros, mas também produtores de médio e pequeno porte desde 2018.

Como está a disputa pela liderança na produção de soja entre Bahia e Mato Grosso?

A Bahia mostrou sua força agrícola com São Desidério, que assumiu o posto de maior produtor nacional de soja em volume, atingindo a marca de 2,09 milhões de toneladas e ultrapassando Sorriso, no Mato Grosso. Apesar dessa liderança específica em volume de soja, o estado de Mato Grosso ainda domina o cenário geral, concentrando metade dos 20 maiores municípios produtores do país. São Desidério mantém a segunda posição no ranking geral de valor total da produção, somando R$ 8,22 bilhões, consolidando o oeste baiano como uma fronteira agrícola altamente tecnológica e competitiva.

Qual é a importância da região do Matopiba para o agronegócio brasileiro?

O Matopiba é uma das fronteiras agrícolas que mais cresce no Brasil, englobando áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Municípios como São Desidério e Formosa do Rio Preto, ambos na Bahia, são exemplos do sucesso dessa região na produção de fibras e grãos. O diferencial competitivo desses locais é a combinação de grandes extensões de terras planas com pesados investimentos em tecnologia, como sementes de alto potencial produtivo e máquinas de última geração. Essa modernização do campo permite que a região mantenha altos índices de produtividade mesmo em cenários desafiadores.