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Hantavírus: OMS confirma 5 dos 8 casos em cruzeiro – 07/05/2026 – Equilíbrio e Saúde

A OMS (Organização Mundial da Saúde) confirmou nesta quinta-feira (7) 5 dos 8 casos suspeitos de hantavírus identificados a bordo do cruzeiro MV Hondius. Outros três permanecem sob investigação. Até o momento, três mortes relacionadas ao surto foram registradas.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, há possibilidade de que novos casos sejam identificados nas próximas semanas.

“Dado o período de incubação do vírus dos Andes, que pode ser de até seis semanas, é possível que mais casos sejam relatados”, afirma.

Como parte da resposta internacional ao surto, a OMS anunciou que a Argentina enviará 2.500 kits de diagnóstico do hantavírus para laboratórios de cinco países. A organização avalia que o risco para a saúde pública global permanece baixo.

“Isto não é coronavírus. Trata-se de um vírus muito diferente, que conhecemos há bastante tempo. Os hantavírus circulam há anos e já temos muitas informações sobre eles. Não é o início de uma nova pandemia de Covid, mas um surto em um navio, em um ambiente específico e confinado”, diz Maria Van Kerkhove, diretora de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS.

O navio, com 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades, partiu em 1º de abril de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde. A embarcação estava ancorada na costa africana desde domingo (3), após o governo cabo-verdiano negar autorização para desembarque dos passageiros.

O cruzeiro deixou o país nesta quarta-feira (6) e deve atracar no domingo (10) no porto de Granadilla, em Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha.

A OMS afirmou que um especialista embarcou no navio em Cabo Verde para atuar ao lado de dois médicos da Holanda e de um representante do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

“Os especialistas estão realizando avaliações médicas em todos os passageiros e tripulantes, além de coletarem informações para medir o risco de infecção. Eles vão permanecer a bordo até a chegada do navio às Ilhas Canárias”, diz Ghebreyesus.

O caso é considerado incomum pelas autoridades sanitárias por envolver possível transmissão entre humanos em um cruzeiro internacional, algo nunca documentado anteriormente com esse vírus específico.

A hipótese principal da OMS é que os primeiros infectados, um casal holandês,tenha contraído o vírus antes do embarque. Segundo Ghebreyesus, os dois haviam passado por Argentina, Chile e Uruguai em uma viagem de observação de aves, incluindo áreas onde há circulação de roedores capazes de transmitir hantavírus.

A partir daí, a suspeita é que tenha ocorrido transmissão interpessoal dentro da embarcação, principalmente entre pessoas que compartilhavam cabines ou mantiveram contato próximo e prolongado.

O primeiro morto foi um homem holandês de 70 anos, que apresentou febre, dor de cabeça e diarreia poucos dias após o início da viagem. Ele morreu em 11 de abril, após desenvolver insuficiência respiratória. A esposa dele, de 69 anos, também morreu após ser transferida para um hospital em Joanesburgo, na África do Sul. A terceira vítima foi um passageiro alemão, que morreu a bordo no início de maio.

Segundo Abdirahman Sheikh Mahamud, diretor de alerta e resposta a emergências de saúde da OMS, o cenário não deve evoluir para uma grande epidemia.

“Se seguirmos as medidas de saúde pública e compartilharmos as lições aprendidas pela Argentina em surtos anteriores, como rastreamento de contatos e isolamentos, podemos interromper essa cadeia de transmissão”, afirma.

Com Reuters.

Autor: Folha

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