
Nauru, o menor país insular do mundo (menor até mesmo que Fernando de Noronha) aprovou no Parlamento uma proposta para mudar seu nome oficial para “Naoero”. Segundo a emissora neozelandesa RNZ, a alteração ainda precisa ser confirmada em um referendo nacional antes de entrar em vigor.
A mudança foi aprovada no último dia 12 pelos 16 parlamentares presentes na sessão. Como a troca de nome exige alteração na Constituição, o governo precisará consultar a população para concluir o processo. A data do referendo ainda não foi divulgada.
De acordo com a RNZ, a proposta de mudança de nome foi apresentada em janeiro pelo presidente de Nauru, David Adeang. Em discurso no Parlamento, ele afirmou que, embora o nome Nauru seja reconhecido internacionalmente desde a independência da ilha, em 1968, a mudança busca “honrar de forma mais fiel” a herança, a língua e a identidade nacional.
O novo nome, “Naoero”, tem relação direta com o idioma local. Segundo o governo, “Nauru” teria surgido porque estrangeiros que chegaram na ilha não conseguiam pronunciar corretamente “Naoero” e acabaram simplificando o nome por “conveniência”.
Caso seja aprovada no referendo, a mudança será refletida em registros oficiais, símbolos nacionais e na identificação internacional do país, inclusive nas Nações Unidas, segundo o governo local.
Nauru fica no Pacífico Sul, a cerca de 3 mil quilômetros a nordeste da Austrália. Segundo o Ministério de Relações Exteriores e Comércio da Nova Zelândia, citado pela RNZ, o país tem atualmente cerca de 12 mil habitantes e área de 21 quilômetros quadrados.
A ilha é uma das menores nações independentes do planeta. Para comparação, Fernando de Noronha tem cerca de 26 quilômetros quadrados, área maior que a de Nauru.
O país foi um protetorado alemão a partir do fim do século 19, passou a ser administrado por Austrália, Reino Unido e Nova Zelândia após a Primeira Guerra Mundial e conquistou a independência em 1968.
A ilha é conhecida também por suas vastas reservas de fosfato, usadas na produção de fertilizantes. Segundo a AFP, a exploração desse recurso chegou a tornar o país um dos mais ricos do mundo em renda per capita, mas deixou grande parte do território degradada depois que as reservas se esgotaram.
Autor: Gazeta do Povo








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