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Tarcísio vincula fim da escala 6×1 à diminuição do poder de compra

No mesmo dia em que foi divulgada uma pesquisa de opinião sobre o tema, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), vinculou o fim da escala 6×1 ao comprometimento da renda do trabalhador. Para ele, seria necessário cuidar também do empregador quando se apresentam propostas de redução da jornada de trabalho.

Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira (18), mostrou que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala 6×1 e à redução da jornada, mas esse apoio à proposta dependeria de uma manutenção da renda. Para 68% dos entrevistados, o fim da escala seria positivo, caso seja mantida a mesma remuneração. Para 70%, a redução de jornada não seria desejável se comprometesse a renda.

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“Não adianta achar que vai cuidar do trabalhador sem cuidar do empregador. Quem está falando hoje de desoneração do empregador? […] Lógico que todo mundo quer que o trabalhador possa passar mais tempo em casa, possa ter uma escala menor e possa estar com seus entes queridos, mas a gente não pode enganar o trabalhador.”

Para Tarcísio, é necessário manter o poder de compra na mesma medida em que se reduz a jornada, sob o risco de comprometer o próprio tempo de qualidade do trabalhador com a família.

“Não adianta achar que, de repente, aquele trabalhador vai ter uma jornada reduzida, mas vai perder seu poder de compra”, afirmou Tarcísio para uma plateia de representantes do setor de supermercados na Apas Show 2026.

Tarcísio declarou ainda que, caso a renda seja comprometida, o trabalhador pode acabar perdendo tempo com “bicos” após a redução da jornada.

Tramitação 

O projeto que prevê o fim da escala 6×1, com redução da jornada semanal para 40 horas, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários tem forte apelo popular e tramita no Congresso Nacional em regime de urgência, com previsão de votação na Câmara por volta do dia 27 de maio.

Apesar disso, setores empresariais e parlamentares da oposição defendem compensações, como desoneração da folha de pagamento, o que pode atrasar a votação, provocar mudanças no texto ou reduzir o alcance da medida.

Autor: Gazeta do Povo

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