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Pré-candidato ao Senado do PL articula palanque de Flávio em MG

O Partido Liberal (PL) tem a estratégia de alavancar pré-candidaturas viáveis ao Senado para assegurar palanques de peso para a campanha nacional do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de entrar na disputa pela maioria da Casa Legislativa. Em Minas Gerais, estado considerado decisivo nas últimas eleições presidenciais, o deputado federal Domingos Sávio foi lançado pelo PL como pré-candidato ao Senado e participa das articulações políticas na construção de uma aliança de direita no segundo maior colégio eleitoral do país.

Na semana passada, ele deixou a presidência estadual da sigla, movimento calculado para que ele possa percorrer os municípios do estado, como cabo eleitoral de Flávio Bolsonaro. Além disso, a estratégia de apresentar o partido nos 853 municípios mineiros cria um “efeito de contágio”, de acordo com ele, que beneficia as chapas de deputados federais e estaduais. O partido estima eleger até 20 deputados federais e 16 estaduais.

Em entrevista à Gazeta do Povo, Sávio afirmou que o objetivo do PL e de outras siglas da direita é eleger uma ampla maioria no Senado, que pode ter até dois terços de renovação da Casa. Em 2026, cada estado brasileiro vai eleger dois candidatos. Além disso, o parlamentar defendeu a aprovação de reformas no Senado.

“Eu não vejo contradição entre o impeachment [de ministros do STF] e as reformas econômicas. São pautas complementares. Não existe estabilidade institucional para fazer reformas sérias com uma Corte que atua como poder paralelo”, afirmou o pré-candidato.

“Hoje, muitos se calam por conveniência, medo ou compromissos que não podem explicar. Eu não tenho rabo preso”, acrescentou Sávio, ao ressaltar a necessidade de enfrentamento do STF por causa do abuso de autoridade dos ministros, conforme ele.

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O PL tem trabalhado na construção de um palanque coeso para Flávio no estado, e havia articulações para apoiar pré-candidatos ao governo que pudessem consolidar uma aliança. O governador Mateus Simões (PSD-MG) chegou a ser uma opção, mas a proximidade com o presidenciável mineiro Romeu Zema (Novo-MG) se tornou um impeditivo para a coligação.

Outro nome cotado é o do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Na última semana, após uma reunião da cúpula do PL mineiro em Brasília, Sávio afirmou que estavam “mais próximos de Cleitinho”, uma vez que ele já demonstrava apoiar Flávio na corrida presidencial. Segundo apuração da Gazeta do Povo, a definição sobre a aliança entre o PL e o Republicanos deve acontecer no início de junho, durante eventos de pré-campanha do presidenciável do PL em Minas.

No entanto, o pré-candidato ao Senado não descarta a possibilidade do PL lançar uma candidatura própria ao governo. Os nomes cotados são do ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe e do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli. “Minas precisa ter um palanque coerente para o nosso projeto nacional. A prioridade é unir a direita, evitar fragmentação e garantir que Minas tenha um projeto alinhado com a mudança que o Brasil precisa”, afirmou Sávio.

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Contrastando com as dificuldades de composição nas eleições majoritárias, as vagas para a disputa nas eleições proporcionais foram muito disputadas até o fim do prazo de filiação. O motivo tem nome: Nikolas Ferreira (PL-MG), o candidato a deputado federal mais votado do país em 2022.

O PL espera que o deputado tenha uma votação recorde, alcançando 2 milhões de votos, o que pode fazer com que o partido tenha mais de um terço das vagas de deputado federal em Minas Gerais. Com isso, a procura pelo partido aumentou, pois quem tiver uma votação razoável poderá garantir vaga, pegando uma carona no famoso “puxador de votos”.

Todo esse potencial atraiu até deputados federais como Lafayette Andrada, que migrou do Republicanos para o PL, para disputar a reeleição. “Quem vem para o PL precisa saber que está vindo para um partido que defende liberdade, família, propriedade, segurança pública, respeito à Constituição e oposição ao projeto do PT. Não é apenas uma questão de passado partidário, porque a política também permite amadurecimento e reposicionamento. Mas é inegociável o compromisso público com as pautas que o PL representa”, declarou Sávio.

Por isso, o ex-presidente da sigla em Minas disse que os novos filiados passaram por uma “avaliação política, eleitoral e programática”, inclusive Andrada, que é colega de Sávio na Câmara dos Deputados. “Não é uma decisão minha, pessoal. Passam pelo crivo da bancada, pela direção estadual e, nos casos mais sensíveis, pela direção nacional. A fidelidade partidária será cobrada na prática: voto, postura pública e compromisso com Minas e com o Brasil”, justificou.

Autor: Gazeta do Povo

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