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Brasil e EUA fazem primeira reunião sobre comércio

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou na noite desta terça-feira (19) que a gestão Donald Trump realizou a primeira reunião comercial com o governo do Brasil desde o encontro entre os presidentes americano, Donald Trump, e brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia 7.

“Esta noite, reuni-me virtualmente com Márcio Fernando Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil, para dar seguimento ao encontro de 7 de maio entre o presidente Trump e o presidente Lula na Casa Branca”, escreveu Greer no X.

“Saúdo o engajamento construtivo do Brasil para avançar nas questões comerciais e aguardo com expectativa a continuidade das discussões”, acrescentou o representante.

Logo após o encontro com Lula, Trump havia afirmado que ele e o petista conversaram sobre “diversos temas, incluindo comércio e, especificamente, tarifas” e que representantes dos dois países realizariam reuniões “para discutir alguns pontos-chave”.

Mais cedo nesta terça-feira, Dario Durigan, ministro da Fazenda do Brasil, havia anunciado no X que se reuniu com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Paris, à margem das reuniões do G7 de ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais.

“Demos seguimento à agenda estabelecida pelos presidentes Lula e Trump, discutimos os impactos econômicos do conflito no Estreito de Ormuz e as medidas adotadas pelos dois países, além de avançarmos nas tratativas sobre o comércio bilateral”, escreveu Durigan.

A expectativa do governo Lula nessas conversas é apaziguar as tensões comerciais entre Brasília e Washington. No ano passado, o governo Trump abriu uma investigação sobre práticas comerciais do Brasil, que visa apurar questões como a venda de produtos piratas na Rua 25 de Março, em São Paulo, e o Pix, que, segundo a Casa Branca, poderia prejudicar a competitividade de empresas americanas do setor de pagamentos no mercado brasileiro.

Também no ano passado, os Estados Unidos aplicaram tarifas de 50% às importações do Brasil, que foram suspensas na maior parte devido à inflação dos alimentos nos EUA e a uma decisão de fevereiro da Suprema Corte americana que apontou irregularidades no tarifaço global que Trump impôs em 2025.

Autor: Gazeta do Povo

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