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Foi um dos mais renomados técnicos de tênis do mundo – 21/05/2026 – Cotidiano

Em 50 anos de carreira como técnico de tênis, Carlos Goffi se tornou uma das referências mundiais na formação de atletas, ensinando novas técnicas e elevando o nível de seus jogadores ao mais alto grau.

Seu pupilo mais famoso, que conheceu logo em sua primeira turma, é o americano John McEnroe, um dos maiores tenistas da história, que permaneceu 170 semanas como o número 1 do mundo e conquistou 77 títulos (sendo 7 de Grand Slam).

Nascido no dia 10 de novembro de 1952, em São Paulo, e filho de Carlos Eduardo Magalhães Goffi e Ruth Cezar, Carlos começou a jogar tênis aos 5 anos de idade no Tênis Clube de São Paulo, onde seu pai foi presidente.

Após uma carreira juvenil bem-sucedida, representando o Brasil em torneios internacionais, incluindo o Campeonato Sul-Americano, Orange Bowl e Wimbledon, ele se tornou um dos primeiros atletas do país a estudar em universidades dos Estados Unidos, conciliando com o esporte. Ele defendeu as universidades Corpus Christi e do Kansas.

Aos 22 anos, por recomendação de seu mentor, o australiano Harry Hopman, ele iniciou sua carreira como treinador na Port Washington Tennis Academy, em Nova York, onde se tornou diretor do programa júnior. Além de John McEnroe, ele foi técnico de outros destaques como Peter Fleming e Mary Carillo.

Quando John entrou no circuito da ATP, Carlos continuou a treiná-lo nos anos seguintes, assim como a seu irmão, Patrick.

Em 1984, quando John já era o número 1 do mundo, Carlos publicou seu livro “Tournament Tough”, um guia para o tênis juvenil, com comentários do próprio McEnroe. O livro foi o primeiro do gênero a enfatizar a psicologia do jogo acima da técnica, e continua sendo uma obra de referência no desenvolvimento do tênis juvenil até hoje.

“Ele era um técnico no sentido mais verdadeiro da palavra —alguém que acreditava nas pessoas, muitas vezes antes que elas acreditassem em si mesmas. Tinha o dom raro de enxergar o que alguém poderia se tornar e, então, ajudá-lo a chegar lá”, conta a filha, Jordan Parker.

“Esse dom se estendia muito além da quadra de tênis, moldando não apenas campeões, mas gerações de técnicos, pais e jogadores que carregaram sua metodologia e seu espírito para suas próprias vidas. Sua influência, em sua maneira discreta, alcançou milhões”, completou o filho Josh Goffi, que também foi jogador profissional de tênis e defendeu o Brasil em uma edição da Copa Davis.

Carlos desenvolveu e ensinou sua metodologia Tournament Tough por mais de 40 anos em acampamentos, livros e cursos digitais. Também publicou a revista Junior Tennis e liderou uma turnê nacional de workshops para pais e jogadores. Ele voltava regularmente ao Brasil para clínicas e workshops ao lado de seus amigos de longa data Thomaz Koch e Marcelo Meyer.

Carlos Eduardo Goffi Jr. morreu no dia 11 de maio, aos 73 anos, em Blythewood, Carolina do Sul (EUA).

Deixa sua mulher, Susan Williams Goffi; seus filhos Jordan Parker e Josh Goffi, suas netas Eliana e Clara, sua mãe, Ruth, sua irmã, Marcia; sua primeira esposa e mãe de seus filhos, Jeanne Veatch Bragdon; e uma grande família no Brasil.

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Autor: Folha

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