
Nas últimas semanas, sabe-se lá por quê, li dois livros desses cujos autores só faltam ficar na esquina gritando que o mundo vai acabar!, o mundo vai acabar!, o mundo vai acabar! Não que sejam livros ruins. Pelo contrário, os dois oferecem diagnósticos interessantes sobre a inegável decadência que nos rodeia. O tal fim da Civilização Ocidental, quando não da Humanidade e do mundo. Mas agora que estou saindo da semidepressão causada por essas leituras fico me perguntando: para quê?
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É uma pergunta que me faço há algum tempo. Desde que li “O que há de errado com o mundo”, de Chesterton e sempre que leio esse tipo de coisa. Tá, o mundo que nos cerca está desmoronando. Os valores são outros. Há demônios entre nós. Vivemos em meio a ruínas da Cristandade. O transumanismo é uma desgraça real. As IAs vão tomar conta de tudo. A Civilização Ocidental chegou ao fim. Etc. Mas o que posso fazer a respeito disso? O que você pode fazer? O que nós, aqui na Gazeta do Povo, no Pilarzinho, em Curitiba, no Paraná, no Brasil?
Meteoro
Calma. Tenho algumas respostas para isso, mas antes quero dizer que esse tipo de livro apocalíptico e pessimista é muitíssimo prejudicial à alma. E até por isso não citei os títulos deles aqui. Primeiro porque excluem da equação a nossa filiação divina. Sei lá, mesmo quando escritos por cristãos, esses livros parecem querer dizer que Deus é um sádico que, lá do Céu, fica só observando e rindo da gente. Depois porque atiçam o orgulho do leitor. Ainda mais. Aquela velha coisa do “todo mundo é burro, menos eu”. Se você é desses, aliás, sinto lhe informar que…
Agora, sim! O que podemos fazer a respeito da decadência que nos cerca? Como reagir a isso que dizem que é o fim da Civilização Ocidental? Há algumas saídas. Saber-se pequeno é um começo. Não se deixar seduzir pelas promessas da tecnologia… Rebelar-se discretamente, lendo poesia ou simplesmente pescando, é outra possibilidade. E principalmente sendo uma pessoa boa, não só no sentido de dar esmola ou ajudar o cego a atravessar a rua, e sim de ser afável. Se agirmos assim, dificilmente impediremos o fim da Civilização Ocidental. Mas talvez amenizaremos o impacto desse meteoro para os que nos cercam.
Autor: Gazeta do Povo








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