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Surto de ebola pode se tornar o pior já registrado – 17/06/2026 – Equilíbrio e Saúde

Autoridades de saúde alertaram na terça-feira (16) que o surto de ebola no leste da África pode piorar significativamente, podendo durar até um ano e infectar milhares de pessoas se as taxas atuais de transmissão continuarem sem controle.

O surto já é um dos maiores já registrados e se espalhou principalmente na República Democrática do Congo, onde a desconfiança nas autoridades e a violência nas regiões orientais têm dificultado a capacidade dos profissionais de saúde de ajudar as pessoas.

“Se não pararmos o surto muito em breve, será pior do que o que tivemos na África Ocidental e no leste da RDC”, diz Jean Kaseya, diretor-geral dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, na terça-feira, em uma conferência de emergência sobre ebola para líderes africanos.

Houve mais de 800 casos confirmados, conforme o CDC da África, e quase 200 mortes. O pior surto de ebola registrado ocorreu entre 2014 e 2016 na África Ocidental e matou mais de 11 mil pessoas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

As declarações de Kaseya foram reforçadas por outros funcionários e especialistas de saúde, que alertaram que os profissionais de saúde já enfrentam obstáculos enormes.

“Estamos correndo atrás da doença”, diz Bruno Michon, que está coordenando a resposta ao ebola no Congo pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Michon disse na terça que o surto levará meses para ser contido, e até um ano se as taxas de infecção continuarem a subir.

Autoridades dizem estar particularmente preocupadas com este surto porque ele está se espalhando em uma área onde o estigma e a desinformação têm afastado as pessoas dos centros de tratamento, e onde as medidas de saúde pública têm entrado em conflito com práticas tradicionais de sepultamento.

Líderes africanos apelaram por ajuda contínua no combate à doença. Na cúpula do G7 na França, na terça-feira, líderes das principais nações industrializadas do mundo emitiram uma declaração conjunta pedindo uma “resposta coordenada”.

Autor: Folha

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