
O subsecretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, pediu durante a 56ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada na Cidade do Panamá, apoio concreto dos demais governos da região ao governo do presidente boliviano Rodrigo Paz, de centro-direita, e endureceu o discurso contra o regime comunista de Cuba.
Falando sobre a ilha, Landau afirmou que Cuba precisa adotar reformas econômicas e políticas imediatas porque “não tem outra opção” diante da crise enfrentada pela ilha. O representante americano disse que o sistema político de Havana está “colapsando” e classificou Cuba como um “Estado falido”.
Landau afirmou que o regime comunista está há mais de 60 anos no poder sem realizar eleições livres. Ele acusou a ditadura cubana de ter uma “longa história” de enfraquecer instituições democráticas e fomentar instabilidade na região.
O discurso ocorre em meio ao aumento da pressão do governo do presidente Donald Trump sobre Cuba. Washington ampliou desde janeiro as medidas contra Havana, incluindo restrições ligadas ao setor de petróleo, o que agravou a crise econômica já enfrentada pelo país.
Sobre a Bolívia, Landau pediu que os países do continente apoiem “ações significativas” em defesa do governo Paz, dos processos democráticos pacíficos e da ordem constitucional do país. A fala foi feita após semanas de tensão na Bolívia, que enfrentou quase dois meses de bloqueios de estradas promovidos por setores ligados ao ex-presidente Evo Morales, contrários ao governo de Paz. No auge da crise, chegaram a ser registrados cerca de 90 pontos de bloqueio em seis províncias.
A Defensoria do Povo da Bolívia registrou ao menos 14 mortes entre 1º de maio e 1º de junho, enquanto as perdas econômicas passaram de US$ 1,6 bilhão, segundo estimativas do setor privado. O governo declarou estado de exceção em 20 de junho para liberar estradas e restabelecer o abastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis.
Landau afirmou que a crise boliviana não deve ser tratada apenas como uma disputa política e que os atos promovidos pelos “evistas” no país foram “um ataque à própria democracia” da Bolívia.
Autor: Gazeta do Povo








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