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Eficiência industrial eleva produção em 27% no Paraná

A fabricante de móveis Caemmun, em Arapongas (PR), aumentou sua produtividade em 27% no setor de furação e reduziu o tempo de máquinas paradas em 41%. O resultado foi alcançado em quatro meses através da manufatura enxuta e consultoria do Senai, sem a necessidade de comprar novos equipamentos.

O que causava o principal gargalo na produção da fábrica?

O ponto crítico eram as furadeiras industriais de grande porte. Elas exigiam paradas constantes para o ‘setup’, que é o ajuste das brocas e ferramentas toda vez que a fábrica mudava o modelo do móvel a ser produzido. Esse tempo de máquina parada limitava a capacidade total da linha de montagem e gerava ociosidade.

Qual foi a solução aplicada para acelerar o trabalho?

A empresa adotou o ‘mapa de regulagem’, um guia visual que mostra a posição exata de cada ferramenta. Além disso, implementou o ‘setup externo’: enquanto uma máquina ainda está terminando um lote, um auxiliar já deixa todas as peças prontas para a próxima fase. Isso simplificou a rotina e organizou o chão de fábrica.

Houve investimento em novas máquinas para atingir esse resultado?

Não. O diferencial deste projeto foi focar na engenharia de processos, ou seja, em como usar melhor o que já estava disponível. A estratégia demonstra que o crescimento industrial nem sempre depende de grandes aportes de capital, mas sim da eliminação de desperdícios e da melhor utilização dos recursos humanos e técnicos existentes.

Como essa mudança impactou os trabalhadores e o meio ambiente?

Para os operários, a nova divisão de tarefas melhorou a ergonomia e reduziu o desgaste físico. No aspecto ambiental, a padronização diminuiu o desperdício de painéis de madeira (MDP). Vale destacar que a empresa utiliza matéria-prima de florestas plantadas próprias e possui certificado de manejo sustentável.

Qual é a relevância do polo moveleiro de Arapongas?

Arapongas é a ‘Capital Moveleira Nacional’, abrigando cerca de 330 indústrias que movimentam R$ 5 bilhões anuais. O polo regional responde por 10% de todas as exportações de móveis do Brasil, enviando produtos para mais de 50 países. O uso eficiente de processos é fundamental para manter a competitividade desse setor.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Gigante de móveis corta ociosidade e redefine a eficiência sem gastar com novas máquinas

Autor: Gazeta do Povo

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