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Brasil em Copas: veja fotos históricas desde 1954 – 03/07/2026 – Esporte

Único a disputar todos os Mundiais, o Brasil participa de sua 23ª Copa do Mundo neste ano. O acervo da Folha conta a história da seleção brasileira no torneio desde 1954, com fotos que marcaram seis décadas de conquistas e decepções do futebol nacional.

Confira abaixo uma parte desse acervo.

Nasce a Canarinho

O Maracanazo marcou o Brasil além do futebol. Para superar 1950, a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) aposentou a camisa branca e estreou a amarela (canarinho) na Copa da Suíça, em 1954. Didi e Djalma Santos brilharam.

A primeira vez a gente não esquece

Não há consenso se o melhor Brasil é o de 1958 ou 1970, mas em ambos Pelé brilhou. Na Copa da Suécia, o Brasil encantou com goleadas na semi e na final.

A hora e vez de Garrincha

Assim como Maradona foi decisivo para a Argentina em 1986, Garrincha foi o nome do bicampeonato brasileiro no Chile em 1962. Pelé se lesionou, e o “anjo de pernas tortas” garantiu o título.

Time para inglês ver

A Copa de 1966 foi marcada pelo caos: Feola convocou 44 jogadores. Sem Pelé inteiro —caçado em campo— e com Garrincha prejudicado pelo futebol-força, o Brasil caiu. A dupla, invicta quando junta, só venceu a Bulgária.

A taça do mundo é nossa

A ditadura capitalizou o tri ao som de “Pra frente, Brasil” para encobrir repressão e censura, embalando lemas como “Ame-o ou deixe-o”. O Brasil ganhou a Jules Rimet em definitivo —taça que anos depois seria roubada e derretida no Rio.

Sem milagre

Em 1974, Zagallo dissera: “A Holanda é muito tico-tico no fubá”. Nos campos sua seleção sucumbiu ao futebol total da Laranja Mecânica. Mostrou-se espelho do país do “milagre econômico” em declínio.

Anos de chumbo

Na Argentina, em 1978, os hermanos eliminaram o Brasil e avançaram após uma goleada suspeita de 6 a 0 sobre o Peru. O Brasil saiu invicto e “campeão moral”. Um lance bizarro marcou a Copa. Aos 45 do 2º tempo, na estreia contra a Suécia, Nelinho cobrou escanteio e Zico anotou de cabeça. O árbitro Clive Thomas anulou o gol alegando ter apitado o fim com a bola ainda no ar.

Década de frustrações

Ao contrário de 1994 e 2002, o Brasil de 1982 embarcou para a Espanha como favorito. Precisava de um empate contra a Itália, mas o “hat-trick” de Paolo Rossi enterrou o sonho do tetra —e a tristeza nas ruas logo cedeu lugar ao sonho das Diretas.

Nova chance, nova decepção

No Brasil da hiperinflação Sarney, o sonho do Tetra voltou com Telê, mas a seleção caiu antes das semifinais. A geração de 1982 e 1986 ficou marcada pelo futebol bonito —e pela ausência de títulos.

Era Maradona

Com esquema inédito de três zagueiros, o Brasil de Lazaroni foi à Itália com Careca, Müller, Bebeto, Romário e Renato Gaúcho. O tetra acabou num lance de Maradona, que lançou Caniggia na cara de Taffarel.

Volta ao topo

Desacreditado, o Brasil de Parreira foi aos EUA com futebol pragmático e defensivo. Romário decidiu na criatividade, e o tetra veio. O grupo contava ainda com o adolescente Ronaldo, que viria a ser o maior nome do futebol brasileiro na década seguinte.

Vice e teoria da conspiração na França

Na França, em 1998, o Brasil de Zagallo chegou favorito à final, mas Zidane liderou uma goleada francesa. A derrota foi agravada pelo colapso misterioso de Ronaldo horas antes —episódio que até hoje alimenta teorias conspiratórias.

A última dança

A derrota em Paris abalou o futebol nacional. Assim como em 1994, o Brasil foi ao Mundial desacreditado, mas Felipão conduziu Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Cafu e Roberto Carlos ao pentacampeonato —o último título brasileiro.

Desperdício

Para muitos, 2006 foi o maior desperdício: além dos campeões de 2002, o Brasil tinha Kaká, Adriano e Juninho Pernambucano. O quadrado mágico de Parreira nunca funcionou, e a fila pelo hexa começou.

Em busca do tempo perdido

Após o caos de 2006, Dunga trouxe disciplina. Mas nas quartas contra a Holanda —numa das melhores partidas do Brasil no torneio— o cartão vermelho de Felipe Melo ajudou a encerrar o sonho do hexa na África.

O eterno 7 a 1

O 7 a 1 no Mineirão criou um novo trauma no futebol brasileira após o Maracanazo. A humilhação de 2014 ficou marcada na história do futebol.

Tite comandou o Brasil na Rússia e no Qatar com Neymar como protagonista, mas o futebol insípido rendeu apenas quartas de final. A Bélgica de De Bruyne e a Croácia de Modric foram os algozes.

Autor: Folha

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