
No Paraná, o número de associados a cooperativas de crédito cresceu 10,8% no último ano, superando 4,1 milhões de pessoas em julho de 2026. O movimento é impulsionado por idosos que buscam atendimento humanizado e segurança contra golpes após o avanço acelerado da digitalização financeira.
Qual é o principal motivo dessa migração para as cooperativas?
A busca pelo atendimento humanizado é o grande diferencial. Enquanto os bancos tradicionais fecham agências e apostam tudo no digital, as cooperativas mantêm a presença física e o contato direto. Para se ter uma ideia, algumas instituições mantêm a média de um funcionário para cada 150 associados. Esse modelo atrai quem se sente isolado pela tecnologia ou teme a despersonalização do serviço bancário comum, onde muitas vezes é difícil falar com um gerente real.
Como os idosos estão lidando com a tecnologia e o Pix?
Embora o uso da internet entre pessoas com mais de 60 anos tenha saltado para quase 70%, o medo de golpes e a dificuldade técnica ainda são barreiras. Cerca de 28% dos idosos têm receio de fraudes no Pix e 32% admitem dificuldades em usar aplicativos. Muitos acabam dependendo de terceiros para gerenciar contas e senhas. As cooperativas ocupam esse espaço oferecendo suporte presencial, o que gera mais confiança e autonomia para esse público realizar transações com segurança.
O que significa ser um associado em vez de apenas um cliente?
No cooperativismo, a lógica é de pertencimento: o associado não é apenas um cliente, ele é um dos donos do negócio. Isso significa que ele participa das assembleias, opina sobre o planejamento da instituição e, o mais importante, recebe uma parte dos lucros, chamados de resultados. Em 2026, uma única cooperativa paranaense distribuirá mais de R$ 100 milhões aos seus membros, provando que o dinheiro investido circula e retorna para quem utiliza o sistema.
Qual é a importância das cooperativas nas pequenas cidades do Paraná?
Elas são ferramentas essenciais de inclusão financeira. Em 59 cidades do Paraná, as cooperativas de crédito são a única opção bancária disponível para a população. Sem elas, moradores de municípios menores teriam que viajar para cidades vizinhas para resolver questões simples. Essa capilaridade fortalece a economia local e garante que serviços essenciais, como empréstimos e seguros, cheguem a regiões onde os grandes bancos comerciais não têm interesse em operar.
Como o modelo cooperativista ajuda no networking e negócios?
O sistema cria uma rede de apoio mútuo que vai além do crédito. Empreendedores relatam que a lógica de comunidade facilita parcerias, onde clientes se tornam associados e vice-versa. As assembleias anuais, que reuniram milhares de pessoas em Curitiba e no interior neste ano, servem como um espaço de prestação de contas e diálogo. Isso amplia a educação financeira, pois o cidadão entende melhor como o seu dinheiro é reinvestido para melhorar a própria comunidade.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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