
Os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram por telefone nesta sexta-feira (3) e, segundo comunicado do governo colombiano, o mandatário americano elogiou o esquerdista e prometeu fazer “o possível” para que ele tenha seu nome retirado da lista de alvos de sanções econômicas de Washington.
Segundo a nota, Petro e Trump conversaram sobre o cumprimento pela Colômbia de compromissos relacionados à erradicação voluntária de cultivos de coca e sobre a transição de governo no país sul-americano – Abelardo de la Espriella, que venceu a eleição presidencial contra o candidato de Petro, o senador Iván Cepeda, tomará posse em agosto.
Em outubro do ano passado, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro dos EUA impôs sanções econômicas ao presidente colombiano, à esposa dele, Veronica del Socorro Alcocer Garcia, ao filho mais velho dele e a Armando Benedetti, ministro do Interior, alegando que Bogotá permitiu que os cartéis de drogas “florescessem” e “se recusou a parar suas atividades”.
Nesta sexta-feira, segundo a nota do governo colombiano, Petro “pediu cordialmente ao presidente Trump que apoiasse sua remoção da lista da OFAC”.
“Em resposta, o presidente dos EUA indicou que ‘fará o possível’ para que isso aconteça. Ele também se comprometeu a conversar com a administração entrante para promover o entendimento político entre o governo e a oposição na Colômbia”, acrescentou o comunicado, que apontou ainda que, ao final da ligação, Trump disse a Petro: “Depois que o conheci, percebi que você é um bom homem”.
Trump e a Casa Branca ainda não se pronunciaram sobre o telefonema, que ocorreu em um momento de tensões renovadas entre os dois mandatários.
Depois da inclusão de Petro na lista da OFAC, outro motivo de discórdia entre os dois presidentes foram as críticas do colombiano à operação americana na qual o então ditador venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado em janeiro.
Trump chegou a sugerir que uma ação semelhante poderia ser realizada na Colômbia, mas depois que se encontrou com Petro na Casa Branca, em fevereiro, os dois presidentes anunciaram cooperação no combate ao narcotráfico e os ânimos entre os dois governos aparentemente teriam sido apaziguados.
Porém, o jornal The New York Times informou em março que Petro se tornou alvo de duas investigações nos EUA por suposto envolvimento com narcotraficantes do seu país. Além disso, Trump manifestou apoio a Espriella na eleição colombiana, o que levou Petro a acusá-lo de “interferência”.
Autor: Gazeta do Povo








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