O surto de ebola na República Democrática do Congo provocou mais de 500 mortes, informou, nesta segunda-feira (6), a OMS (Organização Mundial da Saúde), citando fontes oficiais do país africano.
Os números atualizados da agência sanitária da ONU mostram que na República Democrática do Congo houve 506 mortes e 1.561 casos confirmados do surto declarado em meados de maio, enquanto que em Uganda foram registrados dois óbitos e 20 casos.
Esta epidemia, a 17ª na República Democrática do Congo, foi oficialmente declarada em Ituri, no leste do país, em 15 de maio. É causada pela cepa do vírus Bundibugyo, para a qual não há vacina, nem tratamento.
Na semana passada, começou um teste clínico de dois tratamentos contra esta cepa, informou a OMS, que também autorizou o uso de um primeiro teste de diagnóstico molecular do vírus.
Além de Ituri, também foram afetadas as províncias de Kivu do Norte, Kivu do Sul e Alto Uele.
Em junho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) informou que a taxa de letalidade atual está abaixo de 25%, percentual inferior ao registrado nos 16 surtos anteriores de ebola no Congo desde 1976, em sua maioria provocados pela cepa Zaire, cuja letalidade varia entre 60% e 90%.
O ebola, transmitido pelo contato com fluidos corporais, matou mais de 15 mil pessoas na África nos últimos 50 anos. Pode provocar febre hemorrágica e falência de múltiplos órgãos.
A epidemia mais letal registrada na RD Congo deixou cerca de 2.300 mortos, de um total de 3.500 casos, entre 2018 e 2020.
Autor: Folha




















