quarta-feira, julho 8, 2026
18.4 C
Pinhais

Multinacionais se manifestam contra tarifas ao Brasil

Multinacionais como a Tesla, a Nestlé e a Coca-Cola enviaram comentários por escrito ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) para pedir que a tarifa de 25% que o órgão sugeriu que seja aplicada a importações americanas de produtos brasileiros não seja imposta ou que haja isenções para não prejudicar seus negócios.

Na mensagem enviada em 1º de julho, último dia para manifestações por escrito sobre a questão, a montadora de carros elétricos de propriedade de Elon Musk afirmou que “fabricantes americanos como a Tesla estão comprometidos com a reindustrialização [dos Estados Unidos] e com a construção de cadeias de suprimentos americanas resilientes a longo prazo”, mas que “essa transição levará tempo”.

“Certos insumos críticos ainda não podem ser obtidos nos Estados Unidos na escala e com a qualidade necessárias para sustentar uma manufatura americana competitiva sem algum acesso contínuo a cadeias de suprimentos internacionais estabelecidas, incluindo certas peças e componentes provenientes do Brasil”, argumentou a Tesla, que alegou que “medidas cuidadosamente calibradas, que levem em conta essas realidades, apoiariam melhor a competitividade da manufatura americana, em vez de criar desafios imprevistos que poderiam desacelerar o progresso e afetar o posicionamento no mercado”.

Na sua carta ao USTR, enviada também em 1º de julho, a Coca-Cola disse que “apoia” o objetivo do órgão de “abordar as práticas brasileiras identificadas na investigação”, mas argumentou que “qualquer medida final deve ser direcionada e viável de implementar, de modo a promover esses objetivos sem causar perturbações desnecessárias às operações de fabricantes americanos de alimentos e bebidas que estejam em conformidade com as normas, bem como às suas respectivas cadeias de suprimentos”.