A AFA (Associação do Futebol Argentino) desmentiu as informações de que seu presidente, Claudio Tapia, e outras autoridades do órgão, tenham sido intimados a depor perante tribunais dos Estados Unidos ou retidos pelo FBI, segundo versões divulgadas por veículos de imprensa locais.
A associação admitiu, no entanto, que uma terceira pessoa, cuja identidade não foi revelada, foi intimada e solicitada a fornecer suas comunicações com dirigentes da AFA.
“É absolutamente falso afirmar que Claudio Tapia ou (seu tesoureiro) Pablo Toviggino tenham sido intimados a depor pela justiça dos Estados Unidos”, afirmou a AFA em um comunicado que contradiz versões publicadas na imprensa local.
A federação disse que a intimação do tribunal americano está direcionada a um terceiro que não identificou e a quem se exige apresentar “documentação e comunicações vinculadas a diversas pessoas, entre elas autoridades” da AFA.
Diversos veículos de imprensa argentinos indicaram que agentes do FBI haviam retido Tapia e outros funcionários na segunda-feira (20) em um aeroporto de Nova York, quando se preparavam para embarcar em um avião junto com a seleção argentina após a derrota na final da Copa do Mundo de 2026, e que lhes haviam solicitado entregar seus telefones e outros dispositivos.
A AFA afirmou que “é falso sustentar que lhes tenham sido apreendidos telefones celulares ou qualquer outro dispositivo eletrônico”.
Consultado pela AFP, o FBI se recusou a fazer comentários a respeito de uma eventual investigação.
“É tudo mentira mais uma vez”, afirmou à AFP um porta-voz da AFA.
O jornal argentino La Nación informou em maio que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos havia iniciado investigações por movimentações de dinheiro em contas no estado da Flórida e em Washington vinculadas a empresas próximas à AFA.
Na Argentina, há três meses, um juiz acusou formalmente a entidade, Tapia e outros dirigentes por evasão fiscal, uma imputação que coincidiu com denúncias do órgão futebolístico contra o governo de Javier Milei, que acusa de promover uma perseguição judicial contra si.
Como resultado do caso, o tribunal impôs um bloqueio bens de Tapia no valor aproximado de US$ 250 mil (R$ 1,3 milhão) e restringiu suas viagens para fora do país, embora tenha permitido que ele viajasse para a Copa do Mundo de 2026, onde a Argentina defendia o título conquistado no Qatar em 2022 e perdeu a final para a Espanha por 1 a 0 no domingo.
A Justiça argentina também investiga a compra de uma propriedade avaliada em cerca de US$ 17 milhões (R$ 86 milhões), sob suspeita de que pertença ao tesoureiro da AFA e tenha sido adquirido por meio de laranjas.
Autor: Folha








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