sábado, novembro 7, 2026
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AGU leva ao STF impasse de R$ 533 milhões em penduricalhos

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF) diante de dois pedidos de crédito extraordinário para o pagamento de benefícios aos servidores. O Ministério Público da União (MPU) pede R$ 324 milhões e o Conselho da Justiça Federal (CJF) quase R$ 209 milhões, totalizando R$ 533 milhões.

A petição foi protocolada nesta sexta-feira (6) nos processos sob relatoria dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, após os órgãos informarem que não teriam orçamento suficiente para pagar a Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira (PVTAC) e indenizações como pagamento por férias e licenças-prêmio.

Ao examinar a possibilidade de abertura do crédito, a consultoria jurídica do Ministério do Planejamento e Orçamento considerou que não ficou demonstrada a urgência necessária para justificar a medida excepcional.

O órgão reconheceu a obrigação de cumprir a decisão do STF, mas apontou que sua origem judicial não basta para caracterizar a urgência constitucional. Como referência, citou situações excepcionais envolvendo a crise humanitária em terras indígenas, as enchentes no Rio Grande do Sul e o ressarcimento a beneficiários atingidos pelas fraudes em descontos associativos.