A China vai adicionar um segundo medicamento GLP-1, classe chamada popularmente de canetas emagrecedoras, usado para tratar diabetes, a uma lista de remédios essenciais que todos os hospitais públicos são obrigados a priorizar em seus formulários, informou um comunicado do governo nesta quinta-feira (9).
A China, o segundo maior mercado farmacêutico do mundo, tem o maior número de adultos com diabetes no planeta, segundo estimativas da Federação Internacional de Diabetes.
Justin Wang, sócio da consultoria estratégica global L.E.K. Consulting em Xangai, disse à Reuters que a inclusão na lista de essenciais significaria que o medicamento, semaglutida, deveria estar disponível até mesmo em hospitais rurais remotos.
Até o momento, apenas a versão de marca Ozempic tem aprovação, mas Wang afirmou que a inclusão da semaglutida na Lista Nacional de Medicamentos Essenciais também “abrirá caminho para que genéricos sejam amplamente listados” assim que forem aprovados na China.
“Podemos esperar que a semaglutida e outros medicamentos recém-adicionados à LNME se tornem muito mais acessíveis em todo o país”, disse ele, acrescentando que este é o segundo GLP-1 a ser listado, após a liraglutida, um medicamento mais antigo.
A semaglutida injetável será incluída na lista nacional de medicamentos essenciais da China, com vigência a partir de 1º de setembro, na categoria de insulina e medicamentos para redução da glicose no sangue, informou o comunicado do governo nesta quinta-feira.
O documento não mencionou a obesidade, que também pode ser tratada por alguns medicamentos GLP-1.
As vendas das canetas injetoras GLP-1 Ozempic na China continental, Taiwan e Hong Kong – o maior mercado da Novo Nordisk depois dos EUA – caíram 7%, para cerca de 5,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$ 853 milhões) em 2025.
A Novo Nordisk não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre se esperava um aumento significativo na receita desse medicamento na China devido à inclusão na lista.
A patente do princípio ativo semaglutida expirou na China em março, embora a empresa tenha proteção de dados regulatórios até o início do próximo ano.
Autor: Folha




















