
A China se manifestou nesta terça-feira (1º) sobre o acordo em andamento que pode garantir aos EUA participação majoritária em projetos associados a mais de 65 bilhões de barris das vastas reservas de petróleo da Venezuela.
O regime de Xi Jinping frisou que seus interesses no país devem ser salvaguardados, após alguns veículos de comunicação noticiarem que o megaprojeto poderia afetar campos operados por empresas chinesas, como a estatal Sinopec e a CNPC.
“Os direitos e interesses legítimos da China na Venezuela devem ser salvaguardados”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, em uma coletiva de imprensa.
Guo respondia a uma pergunta sobre reportagens que indicavam que, como parte do novo acordo petrolífero promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, uma empresa americana assumiria o controle de diversos campos venezuelanos anteriormente operados por empresas chinesas, incluindo a Sinopec e a CNPC.
Em uma das reportagens mencionadas, dois funcionários americanos afirmaram à agência Reuters nesta semana que a petrolífera North American Blue Energy Partners assumiria o controle de alguns campos de petróleo anteriormente controlados por cinco empresas chinesas e uma russa.
O porta-voz chinês não confirmou essas mudanças de controle, afirmando apenas que Pequim havia “tomado conhecimento das reportagens”.
Guo pontuou que a cooperação entre a China e a Venezuela “é protegida pelo direito internacional e pelas leis de ambos os países” e reiterou que a cooperação econômica e comercial entre os países deve ser regida pelos princípios da igualdade e do benefício mútuo.
Durante anos, a China manteve interesses significativos no setor petrolífero venezuelano, onde empresas estatais como a CNPC e a Sinopec participaram em projetos de exploração e produção, no âmbito da estreita relação econômica desenvolvida entre o regime chavista e Pequim.
Autor: Gazeta do Povo








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