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Conheça o ministério All Are Welcome que promove inclusão de autistas na Igreja Católica

A norte-americana Sarah Taylor fundou o ministério All Are Welcome (Todos São Bem-Vindos) após seu filho Reid, de 9 anos, ser impedido de participar de atividades paroquiais em Baton Rouge, nos Estados Unidos. O projeto, criado em parceria com outras mães, promove a aceitação de pessoas com deficiência na Igreja Católica por meio de missas adaptadas e suporte espiritual especializado.

Como surgiu a iniciativa de criar um ministério voltado para o autismo?

O projeto nasceu de uma experiência dolorosa vivida por Sarah Taylor. Seu filho, Reid, foi convidado a se retirar de aulas de preparação para os sacramentos e de uma colônia de férias religiosa porque a paróquia local alegou não ter condições de atender às necessidades da criança. Diante dessa exclusão, Sarah se uniu a Jodi Devore e Edda Dupaquier, que também possuem filhos com autismo. O que começou como um grupo de oração no quintal de casa transformou-se em um ministério oficial que hoje atende milhares de famílias em toda a diocese de Baton Rouge.

O que são as missas adaptadas sensorialmente e como elas funcionam?

Muitas famílias com crianças autistas evitam a igreja por medo de julgamentos ou pelo desconforto sensorial causado por barulhos e luzes. Para resolver isso, o ministério promove celebrações com iluminação reduzida, música em volume mais baixo e sermões curtos com linguagem direta. Nesses locais, comportamentos como balançar o corpo, usar fones de ouvido ou carregar brinquedos de apego são vistos com naturalidade. O objetivo é garantir que o ambiente seja acolhedor e que todos, independentemente de suas limitações físicas ou neurológicas, possam receber a comunhão.

Qual é a importância da participação ativa dessas pessoas na liturgia?

Mais do que apenas permitir a presença, o ministério incentiva que pessoas com deficiência ocupem funções de liderança e serviço durante as celebrações. Elas atuam como coroinhas, fazem leituras bíblicas e levam as ofertas ao altar. Essa inclusão prática transforma a percepção da comunidade, mostrando que a deficiência não é um impedimento para a fé. Segundo as fundadoras, essa visibilidade ajuda a paróquia a enxergar os dons individuais em vez de focar apenas nas limitações, fortalecendo a ideia de que essas famílias são partes essenciais e não meras convidadas.