Pela primeira vez desde que passou a disputar Copas do Mundo, a Espanha iniciou um Mundial sem um jogador do Real Madrid entre os convocados. Nesta sexta-feira (10), porém, quem tentará impedir a classificação espanhola às semifinais será justamente um atleta do clube: o goleiro da Bélgica, Thibaut Courtois.
A bola rola às 16h (de Brasília), em Los Angeles.
A ausência de madridistas na lista de Luis de la Fuente encerrou uma sequência que atravessava todas as participações da Espanha na competição. Em diferentes épocas, nomes como Zamora, Camacho, Butragueño, Hierro, Raúl, Casillas, Sergio Ramos e Carvajal representaram simultaneamente o Real Madrid e a seleção em Copas do Mundo.
Titular da lateral esquerda, Marc Cucurella acertou sua transferência para o Real Madrid durante a Copa do Mundo. Convocado ainda como jogador do Chelsea, ele se apresentará ao clube após o torneio.
Antes, a edição com menos madridistas na La Roja havia sido a primeira Copa do Mundo do Brasil, em 1950, com apenas um jogador merengue na seleção espanhola, Luis Molowny.
“Não levo em consideração se um jogador vem de um clube ou de outro. Analiso o panorama geral para ver se ele pode ser um jogador para a seleção espanhola”, afirmou o técnico após divulgar a lista.
A ausência dos madridistas ajuda a explicar a mudança no perfil da seleção. O Barcelona, com oito convocados, passou a concentrar boa parte da espinha dorsal da equipe, com jogadores como Lamine Yamal, Pedri, Dani Olmo e Pau Cubarsí entre os titulares. Unai Simón, do Athletic Bilbao, Rodri, do Manchester City, e Mikel Oyarzabal, da Real Sociedad, também fazem parte desse núcleo.
A eliminação para Marrocos nas oitavas de final de Qatar 2022 abriu caminho justamente para essa reformulação conduzida por Luis de la Fuente. Neste mundial, a seleção venceu as cinco partidas disputadas, ainda não sofreu gols e estabeleceu, com Unai Simón, a maior sequência sem ser vazada da história das Copas.
Por outro lado, Courtois disputa sua quarta Copa do Mundo e é um dos remanescentes da geração belga que terminou o Mundial de 2018 em terceiro lugar. Aos 34 anos, chega às quartas depois de recuperar a titularidade da seleção e voltar a ser uma das principais referências da equipe comandada por Rudi Garcia.
Na véspera da partida, ele disse conhecer bem o estilo de jogo espanhol pelos anos de Atlético de Madrid e Real Madrid e classificou a equipe de De la Fuente como uma das favoritas ao título.
Autor: Folha




















