A cidade de Atlanta, no estado da Geórgia, na região sudeste dos Estados Unidos, é bastante conhecida por sua profunda e histórica relação com o movimento dos direitos civis no país, lar de figuras como Roslyn Pope, John Lewis e Martin Luther King, retratadas em grandes painéis pintados nas paredes.
Sede do próximo jogo da atual campeã, a Argentina, na Copa do Mundo, contra o Egito, nesta terça-feira (7), Atlanta não é famosa, porém, por sua relação com o futebol.
Embora o Atlanta United já tenha até sido campeão da MLS (Major League Soccer, a liga de futebol dos EUA), em 2018, a cidade não transmitia nada do que seria de se esperar de um clima de Copa do Mundo na tarde ensolarada do verão americano neste domingo (5), na data da eliminação da seleção brasileira.
Em plena fase eliminatória do torneio de seleções da Fifa, a fan fest da cidade está fechada, desde o dia 1º de julho, com a previsão de retomada da programação apenas a partir de terça, dia 7, para as últimas partidas das oitavas de final.
Faltando poucas horas para o início do duelo decisivo entre Brasil e Noruega, uma série de torcedores desavisados com a camisa da Argentina ficava espantada ao chegar ao local, o Centennial Olympic Park, e dar de cara com os portões fechados.
A torcedora Isabela Diaz, que acabara de chegar à cidade vinda de Miami, onde a seleção argentina venceu de maneira dramática a equipe de Cabo Verde, disse que, ao não conseguir se inscrever para obter ingressos para a festa, pensou que eles já estavam esgotados.
“É realmente surpreendente que esteja fechado”, afirmou ela, enquanto buscava com as amigas de Buenos Aires um local para assistir à partida que estava prestes a começar. “Muito estranho.”
No entanto, mesmo no entorno do parque que abriga a fan fest, havia poucos bares abertos, um movimento fraco de pessoas e um aparente desinteresse geral pela partida de vida ou morte para o Brasil.
Alguns turistas demonstravam mais interesse em andar na roda-gigante SkyView Atlanta, de 61 metros, do que encontrar um lugar para ver o jogo.
Além disso, para poder acompanhar da TV sentado nas mesas, alguns estabelecimentos cobravam uma taxa adicional de US$ 35 (180).
Se a busca do torcedor ávido por um telão se estendia por uma ou duas ruas além do miolo central, ele acabava se deparando com um grande vazio, com os moradores da cidade aparentemente quase todos reclusos em suas casas no domingo.
“Não há nada por aqui. Acho que os argentinos ainda vão começar a chegar em maior número nos próximos dias”, afirmou Juan Olano, em busca desesperada por um “sportsbar” nas redondezas.
Argentina e Egito se enfrentam a poucos quilômetros do Parque Olímpico de Atlanta, sede dos Jogos de 1996, no moderno Mercedes-Benz Stadium, quando espera-se que a chegada de torcedores traga um pouco mais da “atmosfera” de Copa do Mundo para a cidade.
Autor: Folha








.gif)












