Lionel Messi tornou-se nesta segunda-feira (22) o maior artilheiro das Copas do Mundo, com 18 gols marcados vestindo a camisa da Argentina.
O craque atuou em seis Mundiais da Fifa e anotou pelo menos uma vez em cinco edições.
O primeiro gol do argentino, na Alemanha em 2006, foi marcado já nos minutos finais da partida contra a Sérvia e Montenegro.
Messi recebeu passe invandindo a área e, já dentro dela, mandou para o fundo da rede, no canto direito inferior da meta.
Aquele gol inaugural em Copas já demonstrava a preferência do craque, ainda aos 18 anos, pelos chutes rasteiros no canto —tendência que se consolidaria nos anos por vir.
Messi marcou nada menos que 14 vezes dessa maneira: sete delas exploraram o lado esquerdo do gol e outras cinco, o lado direito. Ele ainda tem dois gols em Mundiais na parte central da meta, um rasteiro e outro na faixa superior.
O primeiro tento dele em Copas foi um dos poucos usando a perna direita. São quatro com a destra contra 14 de canhota.
Outra peculiaridade em relação à primeira vez que anotou em Mundiais é que Messi repetiria outras 14 vezes o padrão de marcar de dentro da área. São 13 gols na grande área e outros dois na pequena área.
O gol mais recente do camisa 10 da seleção alviceleste, o segundo na vitória desta segunda, sobre a Áustria, foi marcado assim.
Os chutes a longa distância, como na vitória argentina sobre o Irã, em 2014, no Brasil, resultaram em gols de Messi em três oportunidades.
Naquele jogo, no torneio sediado no Brasil, o então astro do Barcelona recebe a bola na direita, estica o passe para dentro do campo e bate cruzado de chapa, com efeito, tirando do goleiro iraniano e acertando o canto esquerdo do gol.
Em bolas paradas, o atacante balançou as redes cinco vezes: quatro em cobranças de pênalti e uma de falta —a única delas na vitória por 3 a 2 contra a Nigéria, em 2014.
Na ocasião, Messi bate com a perna esquerda —a preferida— por cima da barreira nigeriana, formada por cinco jogadores, e acerta o canto superior direito da meta.
Assim como esse, outros três gols foram marcados visando o ângulo direito, contra um no canto superior esquerdo.
Messi teve a chance de marcar de pênalti contra a Áustria, na segunda rodada desta Copa, ainda no começo do jogo, mas desperdiçou a chance. Tentou acertar o canto direito e acabou mandando para fora.
Se bem-sucedida, a tentativa repetiria a cobrança de pênalti que resultou no primeiro gol da final, contra a França, em 2022, aos 23 minutos do primeiro tempo.
O primeiro gol da Argentina no estádio de Dallas (EUA), que rendeu a Messi o título de maior artilheiro de Copas, foi do jeito que o craque gosta. Dentro da área, de perna esquerda, no canto esquerdo.
A versatilidade do atacante nas penalidades também o ajudou a ser menos previsível.
Contra a Arábia Saudita, em 2022, Messi repetiu a dose no chute rasteiro, mas inverteu a batida, mandando à esquerda. Bola de um lado, goleiro saudita de outro.
Em mais uma cobrança de pênalti, contra a Croácia, em 2022, pelo tempo regulamentar, o camisa 10 variou a batida e acertou o canto superior direito.
Divisão entre 1º e 2º tempo
Os gols de Messi ainda mostram que o craque não perde em eficiência ofensiva ao longo da partida. Nove dos gols anotados pelo argentino aconteceram no primeiro tempo, frente a oito marcados na etapa final.
O ponta-direita ainda é responsável por um gol na prorrogação —o terceiro da Argentina na final da Copa do Mundo de 2022, diante da França, que terminou em 3 a 3 e foi resolvida nos pênaltis.
A Argentina conquistou o tricampeonato naquele jogo, com dois gols de Messi.
Autor: Folha








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