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Crise migratória coloca em xeque próxima Copa em três países

A crise migratória que deixou o governo socialista da Espanha na berlinda está colocando em xeque também a organização da Copa do Mundo de 2030, que será sediada pelo país em parceria com Portugal e Marrocos.

Depois que cerca de 80 mil imigrantes cruzaram ilegalmente, no final de julho, as fronteiras do Marrocos com os enclaves espanhóis de Ceuta e Melilla, no norte da África – segundo o governo de Pedro Sánchez, cerca de 70 mil retornaram voluntariamente –, estão surgindo propostas relativas ao tema.

O partido de esquerda Sumar, que integra a coalizão de Sánchez, apresentou uma proposta no Parlamento espanhol para que o Marrocos não seja mais sede da Copa.

A legenda alegou que seria injusto o país africano obter “o prestígio, os benefícios econômicos e a legitimidade internacional de sediar uma Copa do Mundo” enquanto persistem “dúvidas” sobre seu papel na crise migratória.