quarta-feira, julho 15, 2026
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Déficit das estatais no governo Lula atinge R$ 18 bi

Uma auditoria do TCU revela que as empresas estatais não dependentes do Brasil saíram de um período de lucros para enfrentar um ciclo de déficits crescentes sob a gestão Lula. O cenário exige aportes bilionários do Tesouro Nacional, impactando diretamente o orçamento de políticas públicas.

Qual é a situação financeira atual das estatais federais?

As empresas estatais não dependentes, que deveriam se sustentar sozinhas, acumularam um rombo de R$ 18,48 bilhões entre janeiro de 2023 e maio de 2026. Isso marca uma reversão drástica em relação ao período de 2019 a 2022, quando essas mesmas empresas geraram um lucro acumulado de R$ 17,46 bilhões para o governo.

Quais empresas são as mais afetadas por essa crise?

O Tribunal de Contas da União (TCU) aponta os Correios como o caso mais grave, operando em insolvência técnica — quando as dívidas e custos superam a capacidade de pagamento. Outras empresas em situação crítica incluem a Emgepron (projetos navais), a gestora de ativos Emgea, a Infraero e a Eletronuclear, que sofre com tarifas que não cobrem seus custos de operação.

Como esse prejuízo das estatais afeta o cidadão comum?

Quando uma estatal dá prejuízo, o governo precisa usar dinheiro do Orçamento Geral da União para cobrir o rombo. Em 2025, cerca de 91% do dinheiro que o governo deixou de gastar (contingenciamento) serviu para absorver o déficit dessas empresas. Na prática, isso retira recursos que seriam destinados a políticas públicas e programas governamentais para sustentar as estatais.