quarta-feira, julho 15, 2026
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Ler para questionar, escrever para transformar

A formação de leitores críticos tem se tornado uma das principais demandas da educação contemporânea. Em uma sociedade marcada pela circulação acelerada de informações, opiniões e conteúdos produzidos em diferentes plataformas digitais, compreender, analisar e posicionar-se diante da realidade são competências cada vez mais necessárias. Nesse contexto, a escola é desafiada a ir além da transmissão de conteúdos, promovendo experiências que desenvolvam autonomia intelectual, capacidade argumentativa e participação cidadã.

Essa necessidade se torna ainda mais evidente no Ensino Médio, especialmente na preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), cuja proposta de redação exige que os estudantes interpretem diferentes fontes de informação, construam argumentos consistentes, repertório sociocultural e apresentem soluções para problemas sociais. Mais do que dominar regras gramaticais, os jovens precisam aprender a investigar, selecionar evidências e sustentar pontos de vista de forma crítica e fundamentada.

Sob essa óptica, a relevância do desafio é destacada em reflexões recentes sobre educação e pesquisa. Desse modo, os estudantes realizaram leitura ativa do artigo publicado na Gazeta do Povo, da pesquisadora e professora Luciana Faria, que defende a pesquisa científica na Educação Básica e sua contribuição para o desenvolvimento do pensamento investigativo, estimulando os estudantes a formular perguntas, levantar hipóteses, analisar informações e comunicar conclusões. Segundo a autora, ensinar o comportamento pesquisador significa desenvolver a intelectualidade e cultivar uma postura crítica e reflexiva diante do mundo.

Partindo dessa perspectiva, a unidade de Dois Vizinhos do Colégio SESI desenvolveu uma prática pedagógica nas aulas de Língua Portuguesa voltada ao fortalecimento da leitura crítica e da produção de textos dissertativo-argumentativos. A proposta teve como objetivo aproximar os estudantes dos processos de investigação que antecedem a escrita, compreendendo a redação não apenas como um exercício avaliativo, mas como uma forma de interpretar a realidade e participar dos debates sociais contemporâneos. Utilizando os textos da Gazeta do Povo e os materiais do projeto Ler e Pensar.