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Democratas questionam Trump sobre vistos de Flávio Bolsonaro nos EUA

Parlamentares do Partido Democrata dos Estados Unidos cobram explicações do governo de Donald Trump sobre a concessão de vistos ao senador Flávio Bolsonaro e sua família. O grupo chegou a Miami nesta quarta-feira, dia 28 de outubro de 2026, após deixar o Brasil em meio a determinações judiciais do STF. Deputados americanos acusam o Departamento de Estado de facilitar a viagem para evitar investigações.

Quais são as principais queixas dos parlamentares americanos sobre este caso?

Os congressistas democratas questionam por que o governo de Donald Trump concedeu vistos e, segundo eles, estendeu o tapete vermelho para um estrangeiro que enfrenta investigações criminais no Brasil. Eles argumentam que perder uma eleição não justifica o acolhimento como asilo político e comparam a facilidade dada ao senador brasileiro com as severas restrições impostas pelo governo americano a refugiados de países em crise humanitária, como Haiti e Sudão. Para esses parlamentares, a medida soa como um favorecimento político a aliados, em vez de seguir as regras migratórias padrão.

Qual é o papel do secretário de Estado Marco Rubio na polêmica?

O secretário de Estado, Marco Rubio, é acusado diretamente por deputados como Joaquin Castro e Jim McGovern de agir em conluio com a família Bolsonaro. Os parlamentares afirmam que Rubio teria ajudado o senador a deixar o território brasileiro para escapar da responsabilização judicial. Na visão dos críticos, Rubio tem o poder de impedir a entrada de indivíduos sob investigação, mas teria usado seu cargo para facilitar a vinda de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Em setembro, parlamentares já haviam enviado uma carta questionando Rubio sobre possíveis interferências no processo eleitoral do Brasil.

Como estava a situação jurídica do senador antes da viagem?

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos logo após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar a apreensão de seus passaportes e proibir sua saída do país. O senador é alvo de investigações que envolvem suspeitas de crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e evasão de divisas, acusações que ele nega veementemente. Apesar da ordem judicial de retenção do documento, ele conseguiu embarcar para Miami passando pela Argentina e Equador. A Polícia Federal esclareceu que a viagem, por si só, não configura a condição de foragido, nem gera uma prisão automática.