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Dia da Saúde Sexual: Veja hábitos para adotar após o sexo – 04/09/2026 – Equilíbrio

As preliminares e o uso da camisinha durante o sexo são cuidados conhecidos, mas o que fazer depois da relação também merece atenção. Alguns hábitos simples ajudam a evitar infecções e preservar a saúde sexual.

O Dia Mundial da Saúde Sexual, celebrado nesta sexta (4), foi criado em 2010 pela Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS, na sigla em inglês).

“A saúde íntima não exige rituais complicados, mas para que a relação sexual seja e continue sendo prazerosa, há alguns cuidados básicos”, diz a urologista Karin Anzolch, secretária-geral da SBU )Sociedade Brasileira de Urologia).

O primeiro cuidado logo depois de transar é remover a camisinha de forma correta —nada de deixá-la no pênis ao ejacular. O órgão não é feito para ficar úmido por um longo período, imerso em secreção, afirma Anzolch. Isso pode causar irritação na superfície ou predispor o surgimento de fungos.

A médica orienta remover o preservativo enquanto o pênis continua ereto, segurando a proteção pela base para evitar que deslize ou extravase. Em seguida, descarte no lixo.

Caso seja deixada dentro da vagina por muito tempo, a camisinha feminina pode ficar presa, e pode ser necessário removê-la num hospital, alerta a ginecologista Fabiane Bernardes, presidente da comissão nacional de sexologia da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia).

Antes de se virar na cama e dormir, é importante fazer xixi. O hábito reduz a chance de infecção urinária, ou cistite. O atrito durante a relação sexual facilita a migração de bactérias para a uretra, explicam as médicas. O risco é maior entre as mulheres, que têm a uretra mais curta, diz Bernardes.

“A uretra é um canal de via dupla: assim como sai urina, ela também é aberta o suficiente para entrar alguma bactéria”, completa Anzolch. Urinar ajuda a eliminar bactérias que tenham entrado na bexiga, antes que elas se multipliquem.

Como a cistite é menos comum em homens, fazer xixi após transar não é obrigatório para eles, diz a urologista da SBU. Por outro lado, ninguém deve forçar a urina se não sente vontade, observa.

As médicas também recomendam fazer uma limpeza básica na região íntima. A ducha intravaginal, porém, não é indicada, pois remove a proteção natural da flora, o que facilita infecções. As próprias secreções da genitália são responsáveis por eliminar impurezas, diz Bernardes. Lavar a parte externa da vagina, a vulvaa é suficiente.

Quem tem pênis, a urologista orienta manter uma higiene adequada no dia a dia, e não só depois do sexo. A medida diminui a chance de irritações, infecções na uretra e na próstata e até câncer de pênis. Para aqueles que têm prepúcio, a médica sugere tracioná-lo até o fim com delicadeza para lavar a glande e depois reposicioná-lo.

Anzolch ressalta que limpar a área genital ou tomar banho não previne ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), mas é um hábito bem-vindo que remove bactérias e secreções, previne dermatites causadas por produtos externos e evita odores desagradáveis. A orientação vale para relações com ou sem penetração e entre vulvas.

Se houver penetração anal, a atenção é redobrada, para eliminar resquícios fecais. Além de causar odor, as bactérias intestinais podem provocar irritação na uretra ou infecções, como uretrite ou prostatite. Também lave as mãos que tiveram contato com o ânus.

Não existe obrigatoriedade de lavar a parte interna do reto após o sexo anal, mesmo quando há ejaculação, afirma Maria Júlia Segantini, membro titular da SBC (Sociedade Brasileira de Coloproctologia). Pelo contrário: fazer duchas com a introdução de aparelhos pode irritar a região e causar lesões, diz ela, que indica fazer a lavagem externa.

As especialistas observam que água e sabão neutro são suficientes. Evite produtos com perfumes ou desodorantes íntimos e talcos, que podem irritar a pele, favorecer dermatites e desequilibrar a flora.

“Curta, faça as coisas que sente vontade e, depois, tenha um cuidado adequado com a limpeza, mas também sem extravagâncias”, resume a ginecologista da Febrasgo.

Se utilizar brinquedos sexuais, limpe cada um da forma adequada após a relação, acrescenta Anzolch.

A higiene bucal é outra dica no sexo oral, já que a boca também é porta de entrada para doenças como HPV, herpes e gonorreia. A escovação, porém, não vai remover vírus presentes no sêmen ou secreção vaginal, observa a urologista. Ela completa: não escove com força, pois isso pode provocar escoriações ou microlesões e facilitar a entrada de algo indesejado.

As médicas reforçam que a medida de prevenção mais importante contra doenças sexualmente transmissíveis continua sendo usar preservativo durante toda a prática. Outros mecanismos incluem vacinas e exames médicos periódicos.

Por fim, as especialistas dizem para ficar atento a sinais anormais como lesões, bolhas, dor persistente, ardência, sangramento ou secreções. Nesses casos, a orientação é buscar ajuda médica.

Autor: Folha

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