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entenda tema em pauta no STF que opõe produtores e ambientalistas

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) voltará a analisar, nesta quarta-feira (12), leis de Mato Grosso e de Rondônia que restringem a concessão de incentivos a empresas participantes da moratória da soja. A controvérsia foi objeto de tentativas de conciliação no Núcleo de Solução Consensual de Conflitos , mas não houve avanços.

A moratória da soja é um acordo privado criado em 2006. Por meio dele, empresas se comprometem a não comprar o grão produzido em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 22 de julho de 2008, mesmo quando a supressão da vegetação é permitida pelo Código Florestal. A iniciativa foi articulada pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com participação posterior de organizações da sociedade civil e do Ministério do Meio Ambiente.

Sancionadas em 2024, ambas as leis em discussão possuem conteúdo semelhante: vedam benefícios fiscais e concessão de terrenos a empresas que participam de acordos que imponham restrições ao agronegócio não previstas em lei, limitem a livre iniciativa ou restrinjam a utilização de áreas produtivas.

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