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EUA e China levam corrida por terras raras para o fundo dos oceanos

A disputa entre Estados Unidos e China por minerais críticos chegou ao fundo dos oceanos. A milhares de metros de profundidade, principalmente no Oceano Pacífico, estão depósitos de níquel, cobalto, cobre, manganês e até terras raras, matérias-primas importantes para a indústria de defesa, baterias e equipamentos tecnológicos.

A mineração comercial em grande escala dessas regiões ainda não começou, mas Washington e Pequim já procuram identificar as áreas mais promissoras e desenvolver equipamentos capazes de retirar minerais em condições extremas.

Nos EUA, esse movimento ganhou impulso em abril do ano passado, quando o presidente Donald Trump assinou um decreto para acelerar a exploração mineral submarina e reduzir a dependência americana de fornecedores estrangeiros. O decreto colocou a disputa com a China entre as justificativas para a nova política.

Desde o decreto de Trump, Washington começou a transformar a estratégia em projetos concretos. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) passou a analisar novos pedidos de exploração e de recuperação comercial de minerais em águas profundas, enquanto outras áreas do governo começaram a avançar no mapeamento e na preparação de possíveis concessões de áreas para exploração no Pacífico. Ao mesmo tempo, os EUA ampliaram a cooperação no setor mineral com países como Japão e as Ilhas Cook.