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ICL em crise após demissões e polêmica tributária de fundador

Poucas vezes a velha máxima “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, praticamente um mantra da esquerda, fez tanto sentido quanto na situação atual envolvendo o Instituto Conhecimento Liberta (ICL).

Durante anos, o empresário e comunicador Eduardo Moreira, criador do ICL, construiu sua imagem pública como um dos principais defensores de uma reforma tributária. O “Silvio Santos da esquerda”, como é chamado, repetiu inúmeras vezes que o Brasil tributa excessivamente o consumo e pouco a renda dos mais ricos. Uma possível solução defendida por ele seria taxar acionistas e sócios de empresas nos lucros e dividendos.

Em seus programas e nas entrevistas que concede, “Dudu”, como é chamado pelos mais próximos, dispara frases do tipo “O agro é o grupo mais poderoso e perigoso do Brasil”. Ou “Enquanto o rico não dormir com medo, não vai mudar. Não é o medo de ser guilhotinado. É o medo de descobrirem que ele não merece ter o que tem”. E ainda “Acredito no enfretamento, no conflito. Sem conflito não tem mudança”.

Só que essa narrativa não resistiu à realidade, e nesta semana o ICL se viu frente a uma de suas maiores crises de reputação e credibilidade. Após uma demissão em massa no instituto, Moreira revelou que antecipou uma distribuição milionária de lucros justamente para evitar a incidência do imposto que antes era defendido por ele.