quinta-feira, agosto 6, 2026
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Importação de botijões da China dispara com o Gás do Povo: entenda o conflito

O programa federal Gás do Povo gerou uma corrida por novos botijões de cozinha no Brasil, provocando um aumento de 50 vezes na importação desses recipientes da China em 2026. Esse cenário dividiu o setor: fabricantes nacionais pedem mais impostos para barrar os chineses, enquanto distribuidoras querem isenção total de tarifas para garantir que não falte o produto nas casas brasileiras.

Qual foi o impacto do programa Gás do Povo no mercado de botijões?

O programa atende cerca de 15 milhões de famílias, o que elevou drasticamente a necessidade de novos vasilhames no mercado. Somente no primeiro semestre de 2026, as distribuidoras compraram 515 mil botijões no exterior — sendo 90% deles vindos da China. Para se ter uma ideia, em todo o ano de 2025, o Brasil havia importado apenas 9,9 mil unidades, o que mostra um crescimento explosivo na demanda externa.

Por que os fabricantes brasileiros estão preocupados com essas importações?

Empresas como Mangels e Aratell afirmam que há um desequilíbrio comercial. O governo aumentou para 25% o imposto sobre o aço (matéria-prima) para proteger as siderúrgicas nacionais, mas manteve a taxa do botijão pronto importado em 12,6%. As fábricas locais dizem que essa diferença torna o produto brasileiro menos competitivo, ameaçando empregos e investimentos em tecnologia no país.

O que defendem as distribuidoras de gás?

As distribuidoras, representadas pelo Sindigás, pedem que o governo zere o imposto de importação. Elas argumentam que a indústria nacional não tem agilidade nem capacidade imediata para entregar os milhões de botijões necessários para o programa. Segundo as empresas, o risco de não importar seria o desabastecimento, deixando as famílias beneficiárias do Gás do Povo sem o recipiente para usar o benefício.