
Nesta semana, em 28 de agosto de 2026, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos classificou como uma grave falha de responsabilidade um memorando do FBI que tentava vincular católicos tradicionalistas ao extremismo violento. O documento, originado em Richmond, Virgínia, foi retirado após vazamentos e críticas sobre o uso instrumentalizado da máquina pública para perseguir crenças religiosas.
Como surgiu a investigação contra o grupo religioso?
Tudo começou em 2020 com o monitoramento de um homem que fazia postagens racistas na internet. Ele frequentava uma capela ligada à Sociedade de São Pio X (SSPX), uma organização católica que segue tradições anteriores às reformas dos anos 60, como a missa em latim. A partir desse único caso, agentes federais decidiram ampliar o foco para a capela e seus sacerdotes. Eles criaram uma teoria de que haveria uma interseção crescente entre esses fiéis conservadores e grupos neonazistas ou extremistas domésticos, mesmo sem evidências sólidas que sustentassem essa conexão generalizada.
O que o FBI considerava como ideologia radical nesse caso?
Documentos internos revelaram que a agência via com suspeita características comuns da fé católica conservadora. O FBI listou ‘valores familiares tradicionais’ e a ‘tendência ao isolacionismo’ como sinais de alerta. O memorando sugeria que esses fiéis desejariam criar uma nação católica totalitária e rejeitariam o direito à liberdade religiosa. Os agentes tentaram diferenciar o fiel que apenas prefere a missa antiga daquele que seria ‘radical’, mas o relatório final do Departamento de Justiça apontou que essa classificação foi uma generalização abusiva e injusta contra os cidadãos.
Quais foram as consequências para os envolvidos na elaboração do memorando?
Após o vazamento do texto em 2023 e a repercussão negativa, a divisão de inspeção da agência concluiu que houve falta de julgamento profissional. Os responsáveis por redigir e aprovar o documento falharam em seguir os padrões rigorosos do FBI e foram punidos. Segundo o novo relatório, os funcionários envolvidos na produção da análise foram demitidos de suas posições. Além disso, a agência ordenou que todos os agentes remanescentes passassem por treinamentos adicionais para evitar que a burocracia governamental volte a ser usada para inibir direitos protegidos pela Constituição.
Qual foi a conclusão das autoridades sobre o perigo real desses grupos?
A unidade de contraterrorismo do próprio FBI admitiu, após a crise, que não existia uma ligação significativa entre o extremismo violento e os católicos tradicionalistas. Pesquisas posteriores encontraram apenas dois casos isolados, nada que justificasse a vigilância de uma comunidade inteira. O procurador-geral Todd Blanche afirmou que o governo não tolerará uma burocracia que persiga atividades protegidas pela liberdade de expressão e religião. A investigação agora foca em garantir que registros federais não sejam destruídos para esconder essa má conduta ocorrida em anos anteriores.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Autor: Gazeta do Povo








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