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Messi e Yamal: uma chance em 625 trilhões! – 18/07/2026 – PVC

Messi definiu como uma loucura ter participado da ação da Unicef dando banho em Lamine Yamal quando o espanhol era um bebê. Até o melhor jogador do século 21 se surpreende, mesmo tendo convivido com o jovem craque também na sua infância e acompanhado todo o seu desenvolvimento.

A estatística precisa é ainda mais impressionante. É de uma chance em 625 trilhões a possibilidade de um jogador de 20 anos banhar outro de alguns meses e se encontrarem numa final de Copa do Mundo, Messi com 39 anos, Lamine aos 19.

O camisa 10 da Argentina se tornará o segundo jogador mais velho das finais de Copa, abaixo apenas do goleiro da Itália, Dino Zoff, campeão mundial de 1982 aos 40 anos.

Aos 19 anos, Lamine Yamal tem 15 gols a mais que Messi tinha com a mesma idade (49 x 34). Hoje, a possibilidade de Lamine se tornar melhor que Messi e ser o mais importante jogador do século 21 é maior do que era a de encontrar com ele numa final de Copa depois de ser fotografado na banheira quando era bebê.

Há 20 anos, parecia ser de uma em um milhão a probabilidade de aparecer um craque argentino maior que Maradona.

Há dez anos, quando Messi anunciou sua despedida da seleção argentina, depois da derrota para o Chile na final da Copa América, a hipótese de alguém compará-lo a Pelé parecia de uma em um trilhão.

Incrivelmente, o número de pessoas que hoje se referem a Messi como maior jogador de todos os tempos cresceu muito nas últimas semanas desta Copa do Mundo. A lista tem o treinador campeão de 2010 pela Espanha, Vicente Del Bosque, o volante Rodri e Pep Guardiola.

Melhor dizer que Messi é o Pelé do século 21. Ou que é mais um dos que ousaram comparar ao Rei em seus 70 anos de Reinado.

Ser coroado aos 17 anos e passar os próximos 64 anos ouvindo ser o melhor… mas Di Stéfano foi mais rápido, Eusébio mais potente, Cruyff mais cerebral, Maradona mais carismático, Cristiano Ronaldo mais goleador, Messi mais longevo. E a comparação é sempre com Ele.

Isso é ser Rei.

Messi seguirá sendo o melhor do século 21, e não haverá dúvida disso por suas duas últimas atuações em Copas do Mundo, no Qatar e nos Estados Unidos. A não ser que…

Oliver Kahn foi eleito destaque da Copa antes da final de 2002. Escolhido pela Fifa, anunciado oficialmente, antes de falhar no chute de Rivaldo e soltar a bola no pé direito de Ronaldo, no primeiro gol do Brasil, 2 x 0 na Alemanha, a finalíssima do Penta.

Nada ofuscará a carreira maiúscula de Messi, mas o futebol –e a vida– apresenta situações inexplicáveis.

Viver ultrapassa qualquer entendimento, escreveu Clarice Lispector. Renda-se.

Se Messi marcar três gols e for campeão mundial pela segunda vez seguida, disputando três finais de Copa, como Pelé não conseguiu.

Tornar-se o único capitão a levantar duas vezes a taça mais importante do planeta.

Terminar sem ser ultrapassado por Mbappé, recordista de jogos, gols e assistências em Copas.

Só com média de gols inferior a Pelé (0,63 x 0,86) e um título a menos.

Se tudo isso acontecer, será sempre difícil argumentar contra a Majestade de Messi, ainda que siga preferível separar as épocas. Pelé, o Rei, Messi, o melhor do século 21.

Por outro lado… Se Lamine Yamal arrebentar com o jogo, Messi perder um pênalti e Lamine seguir sua carreira por 20 anos dando um banho em tudo o que Messi conquistou?

Uma chance em 625 trilhões.


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Autor: Folha

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