sexta-feira, maio 22, 2026
11.6 C
Pinhais

Metade dos adolescentes nos EUA usa celular de madrugada – 22/05/2026 – Equilíbrio

Um estudo publicado na segunda-feira (18) na revista JAMA Pediatrics monitorou o uso de celular à noite por adolescentes americanos em dias de aula e concluiu que o comportamento pode atrasar, deslocar ou interromper o sono reparador dos jovens —com possíveis consequências para a saúde mental e o desempenho escolar.

Mais da metade dos participantes (52,1%) usou o celular ao menos uma vez entre meia-noite e 4h durante o período analisado —o que, segundo os autores, pode indicar interrupção do sono ou sintomas de insônia.

De acordo com o levantamento, conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Francisco, os adolescentes usam o celular em média 50 minutos por noite entre 22h e 6h — período que, segundo os autores, corresponde ao tempo de sono recomendado para a faixa etária. Um quarto dos participantes ficou mais de 71 minutos na tela.

Mais de 65% desse tempo foi dedicado a redes sociais como TikTok, Instagram e YouTube, com média de 32,7 minutos por noite. Em seguida aparecem aplicativos de entretenimento, como Netflix, e jogos.

O levantamento, publicado como “research letter” —formato de artigo científico breve—, acompanhou 657 adolescentes americanos com idade média de 15 anos, de setembro de 2022 a maio de 2024.

O diferencial metodológico está no uso de um aplicativo de rastreamento instalado nos celulares —o Effortless Assessment Research System (EARS)—, que registrava o uso real dos aparelhos em segundo plano, sem depender do autorrelato dos jovens, método sujeito a imprecisões em estudos anteriores.

Os dados também apontam diferenças por perfil: meninos usaram mais redes sociais à noite do que meninas; adolescentes negros e de famílias com renda mais baixa apresentaram maior tempo de tela noturno.

Os pesquisadores destacam que extensões de sono de apenas 10 a 15 minutos já se associam a melhoras cognitivas e de saúde mental, o que torna os achados relevantes do ponto de vista de saúde pública.

O estudo tem limitações: o desenho é transversal, o que impede estabelecer causalidade, e o rastreamento foi feito apenas em aparelhos Android. O sono não foi medido diretamente —os autores pedem que pesquisas futuras cruzem o uso de celular com dados de sono, bem-estar e desempenho escolar.

Autor: Folha

Destaques da Semana

Temas

Siga-nos

Conheça Nosso Guia de Compras

spot_img

Artigos Relacionados

Categorias mais Procuradas