O MPSP (Ministério Público de São Paulo) recomendou à FPF (Federação Paulista de Futebol) a suspensão administrativa da organizada Torcida Jovem Camisa 12 até o fim de 2026.
Segundo os promotores Roberto Bacal e Daniela Hashimoto, a recomendação vem em decorrência de episódio ocorrido em 16 de setembro, “marcado por atos violentos de intimidação direcionados à equipe do Sport Club Corinthians Paulista”.
Na ocasião, após o Corinthians ser eliminado pelo Estudiantes nas quartas de final da Copa Libertadores, em Itaquera, torcedores interceptaram carros próximos à Neo Química Arena, tentando identificar jogadores que deixavam o local após a partida.
“As abordagens, segundo relatório policial, evoluíram para cercamento de automóveis, constrangimento dos ocupantes, chutes contra veículos e arremesso de objetos. Houve ainda relato de possível disparo de arma de fogo para o alto”, destacou o MP.
A direção da torcida informou ter colaborado com as investigações e identificado torcedores envolvidos, mas, segundo o documento, não apresentou informações sobre punições administrativas aplicadas aos associados que participaram dos atos.
A Promotoria levou em conta também que a torcida havia firmado, em outubro de 2025, Termo de Ajustamento de Conduta com o MPSP, “comprometendo-se a afastar-se de violência, tumultos, brigas, ameaças, agressões e outras condutas que comprometessem a segurança.”
Ainda conforme o MP, em caso de adoção da medida, os associados poderão ingressar nos estádios durante jogos de todas as categorias, mas sem faixas, bandeiras, instrumentos musicais ou quaisquer artefatos ou indumentárias que permitam identificar a organização.
A Camisa 12 disse ainda não ter sido notificada pela FPF sobre a proibição. Caso não haja notificação até sexta-feira (30), a expectativa é que os torcedores compareçam uniformizados ao duelo contra o Mirassol, em Itaquera, válido pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, às 20h (horário de Brasília).
Autor: Folha




















