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Mulher de Nova York é presa por financiar grupo terrorista palestino

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (30) a prisão de Catherine Beth Washburn, de 37 anos, moradora de Irondequoit, no estado de Nova York, acusada de fornecer apoio material à Jihad Islâmica Palestina, grupo terrorista que atua em Gaza.

Segundo o Departamento de Justiça, Washburn teria enviado dinheiro em criptomoedas a um homem que se identificava como um “combatente” da Jihad Islâmica Palestina na Faixa de Gaza. A acusação afirma que ele dizia ter participado de ataques terroristas contra Israel.

De acordo com a denúncia criminal, Washburn é uma das líderes do Direct Action Movement for Palestinian Liberation, conhecido pela sigla DAMPL. Conforme o governo americano, o grupo surgiu após o ataque terrorista do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 e rejeita protestos pacíficos, defendendo ações diretas, incluindo sabotagem e destruição de propriedade, em apoio à causa palestina.

O FBI informou que a Força-Tarefa Conjunta contra o Terrorismo cumpriu mandados de busca em fevereiro e março de 2026 e recuperou mensagens eletrônicas entre Washburn e o suposto combatente em Gaza. Segundo o Departamento de Justiça, as conversas incluíam declarações de apoio à violência contra israelenses e discussões sobre armas, munições e ataques da Jihad Islâmica Palestina.

Em uma das mensagens citadas pelas autoridades americanas, Washburn teria escrito: “Se eu vivesse em Gaza, lutaria ao lado da resistência”. Conforme a denúncia, ela também afirmou que “gostaria que todos os dias fossem 7 de outubro”, disse odiar judeus “muito” e declarou que desejava que Israel “desaparecesse”.

Segundo o Departamento de Justiça, Washburn também teria escrito que ficava “animada” sempre que via notícias sobre a morte de um soldado israelense. O Departamento de Justiça vai utilizar as mensagens para comprovar perante a Justiça que a mulher financiava e apoiava um grupo terrorista reconhecido pelos EUA envolvido em ataques terroristas contra o Estado de Israel.

A análise de registros financeiros apontou, de acordo com as autoridades, que Washburn fez cerca de 80 transferências de criptomoedas para uma conta usada pelo suposto combatente. O valor total enviado foi de aproximadamente 30.116 dólares digitais, equivalente a US$ 30.116.

O procurador-assistente de Segurança Nacional, John A. Eisenberg, afirmou que Washburn, conforme a acusação, “manifestou repetidamente apoio à violência contra civis israelenses” e tentou fornecer apoio material à Jihad Islâmica Palestina. Segundo ele, pessoas que ajudam grupos terroristas estrangeiros serão processadas “com todo o rigor da lei” dos EUA.

O procurador federal Michael DiGiacomo, do Distrito Oeste de Nova York, disse que a mulher possui “ódio autodeclarado” a Israel e ao povo judeu.

O FBI afirmou que continuará atuando para cortar fontes de financiamento de grupos terroristas dentro dos EUA. Segundo Coult Markovsky, diretor-assistente interino da Divisão de Contraterrorismo da agência, qualquer pessoa que forneça assistência a organizações terroristas deve ser responsabilizada no sistema de Justiça americano.

A acusação contra Washburn prevê pena máxima de 20 anos de prisão e multa de até US$ 250 mil.

Autor: Gazeta do Povo

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